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Quadrilha suspeita de assaltar e matar engenheiro da Petrobras em Manaus é presa

Em depoimento a polícia, Anderson Moreira Nunes, que era ex-funcionário do Grupo Selco- empresa terceirizada que trabalha para a Petrobrás, confessou que enforcou o engenheiro durante o assalto, pois Gino o reconheceu 20/05/2012 às 21:24
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Engenheiro foi morto por enforcamento, durante um assalto a casa em que ele morava
Evelyn Souza e Thiago Monteiro Manaus

Policiais da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD) apresentaram na manhã desta terça-feira (20) seis homens que foram presos, suspeitos de assaltar a residência e matar o engenheiro Gino Rondon da Silva, 29, no último dia 7 de março.

Joaquim Junior Lima Magalhães, 23, André Luis Soares de Magalhães, 36, Victor Oliveira de Carvalho, 19, Roberval Pereira de Oliveira, 40, Anderson Moreira Nunes, 23 e Irley de Almeida Rodrigues, 28, foram presos em cumprimento de mandado de prisão preventiva, expedido pela Juíza Karen Aguiar Fernandes da 7º vara criminal. Todos foram presos no bairro São Francisco, Zona Sul de Manaus, entre as 16h e 22h desta segunda-feira (19).

Em depoimento a polícia, Anderson, que era ex-funcionário do Grupo Selco- empresa terceirizada que trabalha para a Petrobrás, confessou que enforcou o engenheiro. Durante a ação deles, Gino reconheceu Anderson. Eles disseram que foram até a residência localizada na Rua A-16 no Japiim, Zona Sul, para roubar, pois pensavam que o engenheiro estaria com uma quantia de R$ 20 mil, destinada ao pagamento de funcionários, que na verdade já havia sido feito.

De acordo com o titular da DERFD, Delegado Orlando Amaral, as investigações já vinham acontecendo desde o dia do crime.

Ele informou também que durante as investigações, foi recuperado um notebook, um ar condicionado e também os carros do engenheiro, que foram recolhidos no último dia 8 de março no ramal da Cachoeira do Castanho, localizado no quilômetro 24, da rodovia Manoel Urbano (AM-070).

Na noite desta segunda (19), durante as prisões foi apreendido um carro modelo Gol de cor preta e placa JXG 7817, que teria sido usado no dia do crime e estava sendo dirigido por Anderson.

O delegado ressaltou que quem entrou na casa para fazer o assalto foi Joaquim, Victor e Anderson. Irley seria ‘o cabeça’ e teria ‘esquematizado’ toda a ação. Ele também era funcionário e havia sido demitido um dia antes do crime.

Joaquim é foragido do semi-aberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde cumpria pena por roubo. Roberval respondia na Justiça por homicídio e Anderson por furto.

Todos eles devem ser encaminhados para a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, ainda nesta terça-feira (20).