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Reajuste na tarifa de ônibus: ‘batata quente’ fica para Artur

Estudo realizado por técnicos do órgão apontou que o valor da passagem cobrada em Manaus deveria sofrer reajuste de 16 centavos, passando de R$ 2,75 para R$ 2,91. O prefeito eleito Artur Neto declarou na última quarta-feira (5) na Câmara Municipal de Manaus (CMM) que não se deixará levar por pressões 07/12/2012 às 11:35
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O reajuste anual da tarifa do transporte coletivo está previsto em contrato assinado entre a Prefeitura e os empresários do sistema
Joelma Muniz/ Florêncio Mesquita * Manaus

O prefeito Amazonino Mendes (PDT)  preferiu não se indispor com os usuários do transporte coletivo no fim do seu mandato e decidiu não autorizar o reajuste no valor da tarifa, como querem os empresários do setor. A ‘batata quente’ ficou para o prefeito eleito Artur Neto (PSDB), que promete não ceder a pressão exterior.   

A decisão de Mendes foi oficializada na manhã desta sexta-feira (7) em coletiva de imprensa na sede administrativa da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), localizada na rua Maceió, nº 580, bairro Vieiralves, Zona Centro-Sul de Manaus.

Além de anunciar a decisão do Chefe do Executivo Municipal, o superintendente do órgão, Wesley Aguiar, divulgou estudo realizado por técnicos da SMTU que sinalizou a necessidade do aumento. De acordo com os técnicos, a passagem deveria sair de R$ 2,75 para R$ 2,91 R$ 0,16 centavos a mais que o cobrado atualmente.

A justificativa apontada por eles é a redução no Índice de Passageiros por Quilômetros, o que estaria sendo ocasionado pelos ônibus do transporte executivo, alternativo e mototaxis.

O superintendente enfatizou que o reajuste anual está previsto no contrato firmado entra a Prefeitura e os empresários. Ele garantiu que não existe pressão para que o aumento seja liberado.

“Pressão não funciona comigo”
O prefeito eleito Artur Neto declarou na última quarta-feira (5) na Câmara Municipal de Manaus (CMM) que não se deixará levar por pressões. E que como ele, “elas podem funcionar ao contrário”.

O novo Chefe do Executivo, disse que pretende ter uma “relação muito forte com os rodoviários”. Ele garantiu que não enfrentará os impasses do transporte coletivo “desarmado”, e que usará um “arsenal de possibilidades jurídicas” na questão.

“Eu não tenho a menor razão para me sentir atritado com os proprietários de empresas de ônibus. Eu quero que eles sejam corretos com a cidade e vou cobrar que eles sejam corretos. Se algum se portar mal, esse alguém não terá uma vida tranquila em Manaus, porque eu quero tranquilidade pra quem usa os ônibus”.

*Colaborou a jornalista Mariana Lima