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Recomeçam nesta segunda atividades na Câmara Municipal de Manaus

Expectativa é pela mensagem que vai ser lida pelo prefeito Amazonino Mendes.  Longe do parlamento municipal desde dezembro, os 38 vereadores voltam ao trabalho com foco na tentativa de se reelegerem 06/02/2012 às 10:28
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Amazonino Mendes e Isaac Tayah sem se falar na primeira sessão da CMM de 2011
Kleiton Renzo Manaus

O último ano da 15ª Legislatura da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que inicia nesta segunda-feira (6), deverá ser tumultuado pelo processo eleitoral que se aproxima e pelo desgaste sofrido pelos vereadores com a aprovação nos últimos três anos de projetos polêmicos enviados em regime de urgência pelo prefeito Amazonino Mendes (PDT).

O prefeito fará a leitura da mensagem governamental aos vereadores onde deverá reafirmar o compromisso de investir mais em Educação, a exemplo do que disse durante a abertura do ano letivo na última sexta-feira (3), e deve ainda comentar sobre as obras de melhoria nos corredores viários e também sobre o Bus Rapid Transport (BRT). Outros pontos que deverão fazer parte da mensagem de Amazonino, é se será iniciada este ano a cobrança da ‘Taxa do Lixo’ e a implantação do ‘Zona Azul’ no Centro de Manaus, projetos já aprovados pelos vereadores, mas que dependem do prefeito para serem executados.

A expectativa pela mensagem do prefeito Amazonino é que ele reafirme o que vem dizendo nos eventos que participa: que não será candidato à reeleição.

 O presidente da CMM, vereador Isaac Tayah (PSD), também inicia o último ano de presidência com a tarefa de tentar segurar os vereadores dentro da Casa. Se a tarefa já era difícil em anos sem eleição, agora se soma à preocupação do presidente, evitar que ocorra o recesso branco entre os vereadores, inclusive dele próprio, que tentará a reeleição.

A prática do recesso branco é comumente utilizada pelos vereadores que deixam suas obrigações dentro da Casa para tocarem suas campanhas. Aparecem no plenário, marcam presença e somem da sessão.

Ex-aliado do prefeito Amazonino, Tayah conseguiu assumir a presidência da CMM através de um levante de antigos aliados do prefeito, que se juntaram à tímida oposição existente na Casa, e o elegeram em dezembro de 2010. Tayah, porém, já declarou que não deverá mais concorrer à presidência da CMM. “A gente só apanha, não vale a pena”, disse o presidente da Casa Legislativa.