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‘Rede malária’ realiza pesquisas na Amazônia

Pesquisadores querem medir  qual a resistência dos anófeles aos inseticidas 29/03/2012 às 08:18
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Pesquisadores de Tocantins realizam exames nas larvas coletadas no AM
jornal a crítica Manaus

Mosquitos transmissores da malária (anófeles sp) estão sendo coletados por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), da Fundação de Medicina Tropical do Tocantins (Funtrop) e os bioensaios laboratoriais acompanhados por técnicos da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen-SP) no Município de Caseara, interior do Tocantins  (a 262 quilômetros de Palmas).

Os exemplares coletados (larvas e adultos) serão utilizados nos testes de resistência aos inseticidas químicos utilizados no controle da doença. Este trabalho faz parte do desenvolvimento da pesquisa que pertence a Rede Malária, que engloba a participação de diversas instituições de pesquisa do Brasil e do exterior.

O tema principal é sobre a “Epidemiologia e Controle da Malária”, em que os projetos propostos abordarão a dinâmica de transmissão da doença, com foco no vetor, em todos os Estados da Amazônia Legal.

A Rede Malária compõe um conjunto de pesquisas coordenada pelo  Inpa, e possui financiamento do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), do  Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Todos os procedimentos seguem os padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS), bem como a análise das bases moleculares evolutivas e estrutura genética das populações desse vetor.

A pesquisa, que começou em 2009 e termina em 2013, vai revelar se o transmissor da malária possui qualquer resistência ao controle, que são os inseticidas utilizados no Programa Nacional da Malária do Ministério da Saúde.

As coletas estão sendo realizadas nos locais de maior incidência da doença, que são nos Estados da Amazônia Legal, como o Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

De acordo com coordenador do projeto e vice-diretor do Inpa, Wanderli Pedro Tadei, atualmente são em torno de 350 mil casos anuais de malária no Brasil, 99,9% são nos Estados da Amazônia Legal, principalmente no Pará e no Amazonas.

“São locais que oferecem maiores condições ambientais para a proliferação dos mosquitos”, disse ele informando também que os criadouros desaparecem com a urbanização da cidade. Tadei lembra que em 1940, o Brasil chegou a registrar 8 milhões de casos da doença, inclusive São Paulo.

Contagio
A malária é uma doença  provocada por protozoários parasitas que são transmitidos para o ser humano por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles. O mosquito pica uma pessoa contaminada, levando os protozoários para outra pessoa.