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Redução de secretarias não comprometerá serviço público, afirma Artur Virgílio

Com a medida, está prevista uma economia da R$ 35 milhões ao município, recurso que poderá ser aplicado, por exemplo, na construção de creches na capital, conforme o tucano 28/12/2012 às 18:30
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Artur visita Rede Calderaro de Comunicação
Ana Carolina Barbosa Manaus

A quatro dias da posse, o prefeito eleito de Manaus, Artur Virgílio Neto (PSDB), diz que a centralização dos serviços em um número reduzido de secretarias na capital não afetará o cumprimento das atividades. Com a medida, está prevista uma economia da R$ 35 milhões ao município, recurso que poderá ser aplicado, por exemplo, na construção de creches, conforme o tucano. As secretarias extintas “não farão falta”, assegurou Artur. O comentário foi feito durante visita, na tarde desta sexta-feira (28/12), à Rede Calderaro de Comunicação (RCC).

Na noite desta sexta, Artur se reunirá com quatro dos 17 futuros secretários para traçar estratégias e definir ações a serem executadas nos cem primeiros dias de sua gestão. 

Durante a tarde, o tucano explicou o comentário feito por ele, durante a divulgação do seu secretariado, de que não tinha compromisso com partidos políticos, e afirmou que a escolha de nomes de membros de siglas que o apoiaram no segundo turno das eleições – a exemplo do PSB, PR, PPS e DEM -, considerou critérios estabelecidos por ele. “Eu não quero discriminar quem é filiado a partido, até porque, minha vida inteira fui filiado a partido”, disse.

“Não consultei o PR para nomear o Humberto Michiles (escolhido para a Secretaria Municipal de Governo), consultei ele e não tenho nenhuma obrigação de nomear outra pessoa do PR. A nomeação foi feita por um critério meu e a responsabilidade é minha”, completou.

De acordo com o prefeito, o próprio PSDB, ao qual ele é filiado, terá uma participação pequena no seu secretariado. Ele citou como exemplo de membro da sigla sua esposa, Goreth Garcia, a qual assumirá a Secretaria de Assistência Social sem remuneração.

Sobre a escolha de Ulisses Tapajós para Finanças e Planejamento, ele explicou que o futuro secretário demonstrou resistência e que foi preciso um trabalho de convencimento. Já Katia Schweickardt (Meio Ambiente e Sustentabilidade) foi uma indicação do escolhido por Artur, mas que recusou o cargo: o professor Néliton Marques.

As 100 pessoas selecionadas via e-mail, “muitas eu não conhece, e faremos uma solenidade para apresentá-las à sociedade. Elas serão encaminhadas às secretarias considerando a aptidão de cada uma”.

A respeito da redução de quase mil comissionados, restando cerca de 1,5 mil, ele esclareceu que profissionais essenciais para o funcionamento de secretarias como a de Saúde e Educação – a exemplo dos professores contratados em regime de RDAs (Regime de Direito Administrativo) serão mantidos e, outros servidores, como garis com idade mais avançada, também não serão desligados do serviço público. “Seria uma maldade”.

 Artur assegura que a atual gestão manteve 30% a mais de cargos comissionados que o necessário. A redução faz parte de uma estratégia para enxugar a máquina, aumentando em cerca de R$ 200 milhões a capacidade de investimentos da Prefeitura de Manaus no próximo ano.

Sobre a escolha do engenheiro Pedro da Costa Carvalho para coordenar ao mesmo tempo o trânsito e o transporte na cidade, diferente da atual administração, Artur diz que é apenas uma experiência. “Se não der, vamos procurar alguém para o trânsito, e manter o doutor Pedro Carvalho no transporte”, garantiu.