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Manaus
Cotidiano, Saúde, Semsa, Malária

Redução dos casos de malária em Manaus será destaque em Seminário

As ações de educação e saúde desenvolvidas pela Semsa serão destaque durante o Seminário de Avaliação das Ações de Controle da Malária no Amazonas, que acontece na próxima semana no auditório da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado 26/10/2012 às 15:32
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Evitar as áreas de risco é a melhor forma de se prevenir contra a doença
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De janeiro a setembro, Manaus registrou uma redução de 35,4% no número de casos de malária, na comparação ao mesmo período do ano passado, conforme dados do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (DVEAM), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Em termos proporcionais, foi o resultado mais expressivo entre os municípios do Amazonas que tiveram queda no número de casos da doença, em 2012.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, o porcentual já supera a meta de redução dos casos de malária pactuada para este ano, em Manaus, que era de 30% e as ações de educação em saúde tiveram um papel importante neste resultado. 

As ações de educação e saúde desenvolvidas pelo DVEAM da Semsa serão destaque durante o Seminário de Avaliação das Ações de Controle da Malária no Amazonas, que acontece nas próximas segunda e terça-feiras (29 e 30), no auditório da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT/HVD).

Promovido pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), o evento reunirá representantes da área de vigilância epidemiológica de 38 municípios do Amazonas considerados prioritários no Plano de Combate à Malária.

Resultados positivos
O ano de 2011 fechou com 14.947 casos de malária, contra 15.649 notificações, em 2010, e 16.390, registradas em 2009. Neste ano, até setembro, foram 7.558 notificações. Os números positivos devem-se aos investimentos e às medidas executadas pela Prefeitura de Manaus, por meio do Plano de Ação de controle da doença, que contou com apoio da FVS.

 “Na área de diagnóstico, por exemplo, estamos conseguindo assegurar que, em 95% casos, o paciente comece a receber o tratamento em menos de 24 horas após a confirmação da infecção, o que é importantíssimo para interromper a cadeia de transmissão da doença”, afirma o secretário Francisco Deodato. Este avanço é resultado, segundo ele, da organização de uma ampla rede de diagnóstico – que hoje conta com 103 postos –, e do reforço às ações de busca ativa de casos suspeitos de malária.