Publicidade
Manaus
Reforma atrasa

Reforma de Escola na Zona Centro-Oeste de Manaus atrasa mais de um ano

Pais reclamam da demora na obra e apontam desperdício de dinheiro com aluguel de ônibus para transportar alunos até outra unidade 02/03/2012 às 08:56
Show 1
Pais reclamam ainda que têm de levar e esperar o filho no ponto de ônibus embaixo de chuva, por conta da distância da nova escola para a qual foram remanejados
Carolina Silva Manaus

Pais e responsáveis de alunos da Escola Estadual Humberto de Campos, no Alvorada, Zona Centro-Oeste denunciam o descaso nas obras de reforma, ampliação e recuperação da unidade de ensino que há meses está abandonada. Eles cobram providências do poder público para que os estudantes voltem a ter aulas no local.

As obras, que custaram R$ 1.629.295, 36 ao Governo do Estado deveriam ser concluídas no prazo de 90 dias. De acordo com os pais dos alunos, elas iniciaram em outubro de 2010 e, neste caso, a escola deveria voltar a funcionar no início do ano passado.

 “Aonde foi parar todo esse dinheiro? Foram mais R$ 1,6 milhão. A escola está totalmente abandonada, sem nenhum sinal de que está sendo reformada”, reclama o autônomo Ribamar Damasceno, 41.

Os alunos foram transferidos para outra unidade de ensino do Estado, situada no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste, para que não perdessem o ano letivo. Porém, os pais afirmam que o espaço disponibilizado para os alunos da escola Humberto de Campos no local apresenta condições precárias.

 “É um descaso total com a educação das crianças. Foram retiradas de uma escola que deveria ter sido reformada e foram levadas para outra que também não possui uma estrutura adequada”, disse, indignada, a dona de casa Socorro Travassos, 48.

Para “driblar” prejuízos no ano letivo dos alunos, o Estado passou a alugar ônibus particulares para transportar as crianças do ensino fundamental da escola Humberto de Campos até a outra unidade do Estado.

 Porém, para os pais, se a obra da escola Humberto de Campos tivesse sido concluída dentro do prazo, o valor pago com o aluguel dos ônibus, poderia ser investido em melhorias na outra unidade de ensino.

 “Apesar dessa ‘preocupação’ para que os alunos não fossem prejudicados, esse custo, de certa forma é desnecessário, já que eles tinham a obrigação de ter entregue a escola Humberto de Campos reformada desde o ano passado”, avalia a dona de casa, Rute Lopes, 45.

 É sob sol e chuva que os pais precisam esperar os alunos desembarcarem dos três ônibus que fazem o transporte dos alunos. “A gente fica nessa situação enquanto que ela não deveria existir se fosse cumprido o prazo da obra”, acrescentou Rute.

Período dobrado é questionado

O Conselho Municipal de Educação vetou o calendário especial de contraturno que vinha sendo praticado pela Secretaria Municipal de Educação.

Após reiniciar as aulas, em outubro do ano passado, a secretaria iniciou o calendário especial utilizando o contraturno para repor as aulas perdidas. Neste caso, os alunos do turno matutino usavam o período da tarde para fazer essa reposição, que buscava evitar os prejuízos à formação dos alunos.

O caso já está na Promotoria da Infância e Adolescente, em que foram prestados os esclarecimentos da Semed.

No momento, a secretaria aguarda o posicionamento do Ministério Público Estadual (MEP) para saber se poderá ou não retomar as aulas em horário dobrado.

 Segundo a Semed, com o veto, 34 alunos do 5º ano de uma escola podem ser prejudicados, já que precisam ser rematriculados no 6º ano de outra escola da rede, mas precisam completar as aulas restante até final de março.