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Relatório da CPI da Água em Manaus será finalizado no próximo dia 14

 A três dias de encerrar o prazo da CPI, vereadores já trabalham com a mudança de data da entrega do documento final 01/08/2012 às 07:58
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O relator da CPI da Água, vereador Marcel Alexandre prepara relatório e membros da comissão têm reunião fechada nesta quarta-feira (1), pela manhã
AUGUSTO COSTA Manaus

O relator da CPI da Água, vereador Marcel Alexandre (PMDB), confirmou nessa terça-feira (31), que vai esperar até o último dia do prazo regimental, no dia 14 deste mês, para entregar o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito. Hoje os membros da CPI vão se reunir, a portas fechadas, para definir as diretrizes que serão utilizadas no documento final da comissão.

“Temos, segundo o calendário da CPI, até o dia 4 de agosto para entregar o relatório, mas esse prazo pode ser prorrogado por mais dez dias. Preciso avaliar os fatos. Agora é a minha hora de interpretar. Todos os membros da CPI estão recomendando que seja feito um relatório simples, mas não sei se será possível, pois temos muitos dados para serem avaliados e incluídos no relatório”, afirmou Marcel Alexandre.

Apesar de não informar  quais os dados que serão utilizados do relatório da CPI da Água de 2005, e de evitar comparações entre o antigo relatório e o que ele começa a produzir, Marcel deu a pista de que existem informações novas que deverão ser apresentadas no final do relatório.

De acordo com o relatório da CPI da Água de 2005, que praticamente serviu de modelo para a comissão atual, foram adotados os seguintes critérios: convocação de pessoas ligadas ao contrato de concessão para depor na comissão; realização de  diligências ou visitas nos principais bairros que sofrem com a falta do abastecimento de água em Manaus; solicitação de documentos das partes envolvidas, além da criação de uma equipe de apoio técnico.

A CPI da Água  deste ano tem custo estimado de aproximadamente R$ 300 mil, de acordo com o presidente da CMM, vereador Isaac Tayah (PSD).

Em Manaus, aproximadamente 600 mil pessoas não têm acesso à água canalizada. A Comissão Parlamentar de Inquérito, instaurada em março deste ano, tem como tarefa investigar os contratos entre a Prefeitura de Manaus e a empresa Águas do Amazonas, a repactuação  e  as responsabilidades dos gestores públicos quanto a administração desse setor. A proposta de convocação de ex-prefeitos da cidade e de ex-governadores, sustentada até há duas semanas, alimentou um desgastante cabo de guerra entre os vereadores que não deu em nada, a não ser o veto a esse convite.

Plenário da CMM virou arena

Durante  40 minutos de muita discussão, troca de acusações, os vereadores Luiz Alberto Carijó , Wilton Lira, do PDT do prefeito Amazonino Mendes,  e Mário Frota (PSDB) defenderam Artur Neto e criticaram a corrupção no Partido dos Trabalhadores (PT). “É contraditório por parte de alguns colegas falar de corrupção. A partir de quinta-feira não é o mensalão que está sendo julgado, mas o PT que estará no banco dos réus. Hoje estamos vendo o maior escândalo da história da República brasileira. Se ele (o vereador Ademar Bandeira) quer combater a corrupção tem que começar pelo partido dele que é de longe o mais corrupto na história do Brasil”, atacou Mário Frota.

Carijó criticou a postura dos vereadores petistas. “Eleição tem que ser discutida fora do parlamento no horário eleitoral. Aqui temos que debater os assuntos de interesse legitimo para a cidade. É um absurdo chegar aqui e denegrir a imagem de qualquer candidato”, declarou Carijó.

Wilton Lira disse que teria que lembrar aos petistas que “antes de atirar pedra no telhado do vizinho, temos que olhar para o  nosso telhado de vidro”. “O caso do mensalão  foi feito pelo partido do qual ele (Bandeira) faz parte”, afirmou Lira.

Dia de combate à corrupção

O 23 de maio será a partir de agora o ‘Dia Municipal de Combate à Corrupção’. O projeto de lei nº 006/2011, de autoria do vereador Waldemir José (PT), foi aprovado, ontem, com veto parcial, pelos vereadores em meio a primeira grande polêmica envolvendo a disputa pela Prefeitura de Manaus.

De um lado, parlamentares que apoiam a candidatura do ex-senador Artur Neto (PSDB); e, de outro,  os que apoiam a candidatura da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB). O ponto comum: A acusação mútua envolvendo escândalos como ‘mensalão’, cujo julgamento terá início amanhã, no Supremo Tribunal Federal (STF), e o “valerioduto”, que teria sido montado pelo publicitário Marcos Valério na campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao Governo de Minas Gerais em 1998.

O clima ficou pesado, quando  o vereador Ademar Bandeira (PT) disse que o candidato do PSDB, Artur Neto, “considerado por muitos no parlamento municipal como o paladino da Justiça e da moralidade, foi citado em reportagem da revista ‘Carta Capital’  desta semana que denuncia o suposto envolvimento do ex-senador no esquema do publicitário Marcos Valério.

Bandeira disse que primeiro foi provocado pelo vereador Mário Frota (PSDB) que teria falado no plenário da  CMM que o STF vai julgar os envolvidos no esquema do mensalão que teve a participação de membros do Partido dos Trabalhadores. “Eu somente rebati o ataque que o Mário Frota fez ao Governo Federal que quando assumiu deu toda liberdade para a que a Polícia Federal investigasse o mensalão. Não foi empurrado o lixo pra debaixo do tapete. Isso já existia antes do nosso governo e quem bate tem que levar o troco”, disparou o vereador.