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Remédios desviados de Nhamundá (AM) para o Estado do Pará

Material enviado pelo Governo do Amazonas ao município de Nhamundá era levado para Terra Santa, no Estado vizinho 25/05/2012 às 07:59
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Material no valor de R$ 500 mil, destinado à vítimas da cheia, foi apreendido, nessa quinta-feira (24), no barco “Miss Lauren”
ANA PAULA SENA Manaus

O prefeito do município de Nhamundá (a 375 quilômetros de Manaus) denunciou, nessa quinta-feira (24), desvio de remédios que seriam destinados àquele município para a comunidade Terra Santa, no Pará, por um grupo comandado pela diretora do Hospital Pedro Macedo, Viviane Cardoso, esposa do ex-secretário de saúde municipal, Enéas Cardoso; e pelo diretor do Hospital Frei Eliseu Esmane, de Terra Santa, Natanael Mota de Oliveira.

De acordo com relatos do prefeito, o barco “Miss Lauren” que estava fretado pela direção do Hospital Público de Nhamundá, na região do Baixo Amazonas, foi apreendido por uma equipe da Polícia Militar do Batalhão de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus), durante as primeiras horas da madrugada de ontem, por meio de uma denúncia anônima. “A embarcação ia levando um número expressivo de medicamentos que o Governo do Estado havia remetido para o Hospital de Nhamundá, no valor de mais de R$ 500 mil”, disse ele.

Ainda segundo o prefeito, o município não tem nada a ver com desvio dos medicamentos, visto que o hospital é administrado pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam). “Mesmo assim, estou tomando providencias para coibir e evitar que outros desvios como esse continuem acontecendo no município. Esses remédios iriam fazer muita falta às pessoas carentes, principalmente aos afetados pela cheia, que são mais de 6 mil pessoas”, afirmou.

Todo material recolhido pelos PMs seria distribuído de maneira gratuita para atender os pacientes internados naquela casa de saúde de Nhamundá.

A diretora do Hospital de Nhamundá, Viviane Gonçalves, foi presa, junto com o secretário municipal de Saúde de Terra Santa, no Pará, onde seriam comercializados os medicamentos.

O caso foi encaminhado ao 39º Distrito Integrado de Nhamundá. Segundo as investigações do delegado Adilson Cândido, a quadrilha vinha operando há vários meses, desviando medicamentos da Central de Medicamentos do município, que eram levados através de pequenas embarcações para Terra Santa.

MPE denuncia motorista

O promotor da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Edinaldo Aquino Medeiros, ofereceu denúncia contra motorista Erivaldo Ferreira Cidade, 35, pelo crime de homicídio praticado contra a sua esposa, a industriária Rosilda Amaro da Silva, há um ano, na rua C-5, no conjunto Águas Claras, Zona Norte. Ela foi morta por estrangulamento e o corpo só foi encontrado três dias depois por familiares.

Segundo denúncia apresentada pelo promotor, o corpo de Rosilda foi encontrado dentro da casa onde ela morava que foi trancada a cadeado, pelo lado de fora. Inicialmente, a causa da morte foi dada como não identificada. Somente no decorrer das investigações começaram aparecer indícios que apontaram Erivaldo como o autor do crime.

Por conta das provas contra o esposo da vítima, foi pedida a exumação do corpo Rosilda e, durante um novo exame de necropsia, ficou comprovada a morte por estrangulamento. Durante a instrução do inquérito policial, foram ouvidas diversas testemunhas que viram quando ele entrou e casa e, logo depois saiu, deixando a porta trancada. Ele foi preso em sua residência, na rua Panamá, Nova Cidade, Zona Norte, por policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.

“Nós imaginávamos que o principal suspeito era o marido porque a vítima guardava dinheiro em casa e não queria reatar o relacionamento”, disse o delegado Antônio Rondon.