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Representantes da Águas do Brasil devem ser convocados pela CPI da Água já na próxima semana

Parte da Comissão, e responsável pelo pedido de instalação da mesma, o vereador Waldemir José (PT), sinalizou a iniciativa já para a segunda-feira (21) 18/05/2012 às 13:34
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Diretor da Águas do Brasil, Cláudio Abduche, será convidado a depor na CPI
JOELMA MUNIZ Manaus

Sem seu objeto de investigação- o contrato entre a prefeitura de Manaus, e a Águas do Amazonas, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) implantada na Câmara Municipal de Manaus (CMM) promete para próxima semana convocar os representantes da nova empresa responsável pelo setor, na cidade, a Águas do Brasil.

Parte da Comissão, e responsável pelo pedido de instalação da mesma, o vereador Waldemir José (PT), sinalizou a iniciativa já para a segunda-feira (21). Os dois nomes a serem convocados serão os de Cláudio Abduche, diretor geral da Águas do Brasil, e Alexandre Bianchi, diretor da Manaus Ambiental.

O parlamentar quer esclarecimentos sobre os projetos que a nova empresa traz a cidade para acabar com os problemas relacionados a falta de água e esgotamento sanitário.

“Se agora existe a possibilidade de levar água de forma imediata para as famílias que moram nas zonas Leste e Norte, porque isso não foi feito antes, será que foi apenas falta de recursos da Águas do Amazonas, difícil acreditar”, ressaltou o petista.

Além desses questionamentos, o vereador que entender a “manobra” jurídica usada pelo Executivo Municipal para realizar a mudança. “Se essa possibilidade existia, porque não foi feita antes, porque esperar quase quatro anos para amenizar o problema da falta de água na cidade”, questionou.

Falta de diálogo

Alguns parlamentares da bancada de oposição da CMM, não viu com bons olhos a forma “discreta” a troca feita por Amazonino. Para o vereador Mário Frota (PSDB), esse foi mais “um duro golpe” na população amazonense.

Segundo ele, a Prefeitura deveria responder a vários pontos do contrato firmado em 2000 com a Águas do Amazonas, para depois realizar a mudança.

“Foram R$ 243 milhões na venda da Cosama, R$ 40 milhões foram pagos para a empresa que fez a intermediação da venda. Apenas 5% foram destinados à Prefeitura de Manaus. E o restante o gato comeu”, afirmou.

O socialista Joaquim Lucena questiona a falta de diálogo entre a Prefeitura e a Casa, quanto à mudança. “O prefeito Amazonino Mendes em nenhum momento trouxe essa discussão à CMM, nos deveríamos terr participado desse processo. O que será que ele quis esconder?”, enfatizou.

Defesa

Mas, para a bancada de apoio do Executivo Municipal na Câmara, a medida é acertada e permitirá o início de uma solução para o imbróglio. O vereador Wilker Barreto (PHS), lembra que o sistema de concessão permite a troca da empresa, sem que a Prefeitura tenha perdas financeiras, já que a outra parte não cumpriu as metas estabelecidas no contrato.

Barreto adverte que não existe nada “às escuras” entre o contrato da prefeitura com a Águas do Brasil, e que a ‘discrição’, serviu apenas para evitar desgaste no processo.