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Manaus
Prefeituras do interior do Amazonas são desmanteladas

Resolução do TCE-AM determina prazo e obrigatoriedade da comissão de transição

"O tribunal editou uma resolução orientando e recomendando o período de transição. Não compete ao tribunal impor a criação de uma comissão aos prefeitos", diz o presidente do TCE-AM, Érico Desterro 13/01/2013 às 15:46
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Washington Régis (PMDB) administra Manacapuru em conflito com desafetos
kleiton renzo ---

Sumiço de computadores, planilhas eletrônicas com a folha de pagamento, de veículos, móveis, material de expediente básico, como lápis, canetas, papel e borrachas, e dívida com fornecedores cujo montante é desconhecido. Esses são alguns dos problemas encontrados por prefeitos do interior do Amazonas após a festa da posse no dia 1º.

“Nós estamos fazendo o levantamento de tudo o que estamos encontrando. A previsão é final de janeiro para termos ideia geral de tudo. Não recebemos a prefeitura. O que recebemos foi um chaveiro com as chaves das secretarias no dia 31 de dezembro”, comentou o prefeito de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus), Washington Régis (PMDB).

A mesma reclamação partiu do prefeito de Caapiranga (134 quilômetros da capital), Zilmar Almeida (PSD). Almeida disse que não teve acesso às informações do município após a eleição. “O relatório de como está o município ainda não está pronto. Não tivemos acesso à equipe de transição e nesse início de ano estamos priorizando a limpeza da cidade e os serviços de recuperação das ruas”, disse.

Em comum, esses prefeitos disputaram as eleições contra desafetos políticos. Régis, contra Angelus Figueira (PV), e Almeida, contra Antonio Lima (PMDB). O discurso, nesses casos é de ressentimento, bem diferente do que diz o prefeito de Fonte Boa (602 quilômetros de Manaus), José Araújo (PSD), que não recebeu oposição do ex-prefeito Antônio Ferreira (PMDB). “Peguei a prefeitura com apenas alguns débitos, mas já negociei e irei pagar a partir de março. Houve a comissão de transição e o relatório daremos entrada no Tribunal de Contas”, disse.

SEM INVENTÁRIO

Em Boa Vista do Ramos (a 367 quilômetros de Manaus), o prefeito Amintas Pinheiro (PMDB), disse não ter encontrado “nenhuma informação sobre a folha de pagamento dos funcionários comissionados”. “Não sabemos quem estava e saiu da prefeitura. Não temos as folhas de pagamento. A única coisa que temos certeza são dos 419 servidores concursados. O inventário completo da prefeitura os secretários só irão me passar final do mês”, disse.

A herança de servidores com contrato temporário de trabalho, é outra situação que os novos prefeitos têm que driblar. Em Maués (a 260 quilômetros de Manaus), o assessor jurídico do prefeito Carlos Góes (PT), advogado Mário Maia, disse que dos 834 temporários deixados pelo ex-prefeito Miguel Paiva (PR), somente 42 continuarão na prefeitura. “Porque estes ainda têm contrato de trabalho até abril. Todos os outros, além dos comissionados, foram, exonerados no final de dezembro”, disse.