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Resolução do TSE pode vetar pré-candidatos irregulares

Os candidatos que aparecem como possíveis impedidos de concorrer ao pleito deste ano são: Henrique Oliveira (PR), Adjuto Afonso (PP), Massami Miki (PSL) e Jeferson Anjos (PV),  Rural Eron Bezerra (PCdoB), Jairo da Vical, Valtair Cruz,  Manoel do Carmo Chaves Neto, o Maneca (DEM), e Luiz Navarro (PCB) 07/04/2012 às 09:11
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Massami Miki
Fabíola Pascarelli Manaus

Na lista divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) de candidatos que concorreram às eleições de 2010 e podem ficar inelegíveis porque tiveram as contas de campanha reprovadas estão um deputado federal, dois vereadores, um deputado estadual, um secretário estadual, um ex-vereador, um ex-deputado estadual e um ex-candidato a prefeito e um secretário municipal.

Os candidatos que aparecem como possíveis impedidos de concorrer ao pleito deste ano são: o deputado federal Henrique Oliveira (PR), o deputado estadual Adjuto Afonso (PP), os vereadores Massami Miki (PSL) e Jeferson Anjos (PV), o secretário de Estado de Produção Rural Eron Bezerra (PCdoB), o ex-vereador Jairo da Vical, o secretário municipal de Habitação, Valtair Cruz, o ex-deputado Manoel do Carmo Chaves Neto, o Maneca (DEM), e o ex-candidato a prefeito de Manaus Luiz Navarro (PCB), pré-candidato ao posto este ano. Apesar de ter figurado na lista do TRE-AM, o deputado estadual Adjuto Afonso informou que o recurso dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já foi julgado favorável em novembro do ano passado.

O parlamentar contou que a reprovação das contas dele foi por conta apenas da aquisição de um móvel, no valor R$ 1,5 mil, de uma empresa que havia sido aberta naquele ano, o que é vedado. “Minha campanha custou mais de R$ 200 mil e, por causa desse pequeno valor, minhas contas foram reprovadas pelo TRE-AM. Mas, recorri ao TSE e o ministro Arnaldo Versiani relatou pela aprovação”, contou.

O ex-vereador Jairo da Vical, que pretende se candidatar a uma vaga no parlamento municipal este ano, disse que teve as contas da campanha de 2010 reprovadas - quando foi candidato a deputado estadual - após ter seguido uma orientação equivocada de um funcionário do TRE-AM. “Recebi um cheque no valor de R$ 9 mil e precisava depositá-lo na conta da campanha para pagar alguns funcionários. Como os bancos estavam em greve à época, fui orientado a depositar direto na conta deles”, contou.

“A operação foi declarada na prestação. Não foi culpa minha. Não houve má fé nem tentativa de ludibriar Justiça Eleitoral”, disse. Candidato a deputado estadual nas eleições de 2010 e pré-candidato à reeleição este ano, o vereador Massami Miki explicou que o TRE-AM deu decisão favorável a ele, mas o Ministério Público Eleitoral (MPE) recorreu da decisão ao TSE. Segundo ele, na primeira prestação de contas apresentada, faltou a declaração de uma consultoria, que ele disse não lembrar do valor. “Na segunda, eu consegui declarar e a Corte aprovou por três votos a zero”, disse o vereador.