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Retirada de lojas preocupa comerciantes na Zona Norte de Manaus

Comerciantes que ocupam margem do Parque Estadual Sumaúma, na Cidade Nova, querem  direito a indenizações 15/02/2012 às 07:29
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A anunciada necessidade de retirar 14 lojas e oficinas mecânicas instaladas ilegalmente na Travessa 10 gera temor em trabalhadores
Ana Célia Ossame Manaus

A consulta pública a ser realizada amanhã, 16, para discutir a “Alteração da Poligonal do Parque Estadual Sumaúma”, no bairro da Cidade Nova, Zona Norte, para debater a atualização da área e a continuidade da avenida Governador José Lindoso, mais conhecida como Avenida das Torres, terá uma plateia atenta e preocupada com a já anunciada necessidade de retirar as 14 lojas e oficinas mecânicas instaladas ilegalmente na Travessa 10, a poucos metros do Parque Sumaúma, e também alguns feirantes.

“Alguns de nós vive e trabalha aqui há 20 anos, temos que ter uma indenização ou ser transferido para outra área”, disse Paulo Ferreira da Silva, 49, proprietário de uma das oficinas. A consulta vai acontecer no Cine Teatro do Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, Cidade Nova 1, núcleo 8, das 9h às 12h. Para lá estão convidados representantes de mais de 50 instituições, explicou a secretária de Desenvolvimento Sustentável (SDS), Nádia Ferreira. 

Paulo e outros locatários prometem comparecer e pedir uma solução. “Não podemos evitar a retirada por causa da obra, mas não podemos ficar na rua”, disse, citando que daquelas oficinas e lojas dependem economicamente mais de 30 famílias. A maioria deles é, na verdade, locatário, ou seja, aluga o ponto, como Hebert Ataik, 39, que trabalha ali há mais de 10 anos. Segundo ele, o proprietário da loja paga o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e por isso deverá ter direito a uma indenização. “Não sabemos de nada ainda”, afirmou.

Lixo e Contaminação

A retirada das oficinas e lojas de peças automotivas será feita, garantiu Nádia, apontando para os problemas causados pela ausência de cerca em mais de 85% da área do Sumaúma e a ocupação irregular daquela área. Além do lixo doméstico depositado no local, há entulhos de construção civil, esgoto e demais dejetos sanitários. Há uma erosão intensa causada pela canalização de água pluvial, acúmulo de lixo e construções irregulares. “Existem trilhas ilegais usadas por usuários de drogas”, apontou a secretária.

Quanto aos efeitos ao meio ambiente do parque a serem causados pela implantação da avenida, a SDS promete fazer o resgate da fauna que será prejudicada e a retirada de sementes das árvores a serem derrubadas, garantindo a manutenção das mesmas espécies nativas. Outra medida será a construção de redutores de velocidade e a não existência de paradas de ônibus na avenida evitando dessa forma a permanência de pessoas na área. Como não há moradias no local, as paradas não se justificam, finaliza.