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Retorno do abastecimento em estação do Proama será fiscalizado

Arsam vai passar o final de semana em inspeção para confirmar se o fornecimento das Zonas Norte e Leste foi realmente normalizado; investigações sobre sabotagem continuam 26/07/2014 às 14:48
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Obras realizadas na estação de captação das Lajes do Proama por conta do acidente foram concluídas no último dia 23
Rosiene Carvalho Manaus (AM)

A Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos no Estado do Amazonas (Arsam) passará o final de semana em fiscalização, nas Zonas Norte e Leste de Manaus, para confirmar se o fornecimento de água nas regiões foi de fato normalizado, conforme informou, ontem, a Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) e a concessionária Manaus Ambiental.

Há um mês, o fornecimento do serviço às duas zonas mais populosas da cidade era irregular, segundo a PMM e a Manaus Ambiental, por conta do acidente ocorrido na estação de captação das Lajes, o Programa Águas para Manaus (Proama).

A PMM informou ontem que o fornecimento de água nas zonas Norte e Leste da cidade estava 100% normalizado desde o meio dia de ontem. Já a Manaus Ambiental enviou nota técnica à Arasam, informando que o serviço já estava regular em todos os bairros das duas zonas e que apenas problemas pontuais estavam sendo resolvidos pelas equipes da concessionária. “A informação que recebemos da Manaus Ambiental é que só algumas ruas, localizadas em locais mais altos, ainda apresentavam problemas. Mas que equipes da concessionária estavam indo aos locais solucioná-los”, declarou o presidente da Arsam, Fábio Alho.

O presidente da Arsam informou, ainda, que os engenheiros e técnicos do órgão passaram o dia na rua verificando se o fornecimento estava realmente normalizado. Segundo Fábio Alho, nos locais fiscalizados hoje, a água estava nas torneiras. “Mas são muitos bairros. Então, vamos continuar circulando no sábado, domingo e segunda para verificar se há qualquer irregularidade prejudicando os usuários”, disse.

De acordo com nota enviada pela PMM, na quinta-feira, o serviço estava regular, e apenas algumas ruas dos bairros Mutirão, Novo Reino e Nova Vitória estavam passando por algumas intervenções e não tiveram o abastecimento restabelecido.

Na rua Mirra do João Paulo 2, na Zona Leste, o pedreiro José Campos Silva, 58, comemorou a volta da água. Segundo ele, os carros-pipa não passavam no local. Outro prejuízo durante a seca na Zona Leste foi o desemprego. “Ninguém constrói nada, as obras param, estava sem dinheiro para comprar, sem emprego, só não passei fome porque o povo se ajudou”, declarou.

O acidente entre a balsa e a plataforma do Proama deixou aproximadamente 500 mil pessoas sem água.

Investigações ainda sem conclusão

Um mês após o acidente que provocou a interrupção da captação na Ponta das Lajes nenhuma das investigações abertas para averiguar o caso foi concluída ou apontou qualquer indício sobre a causa do acidente. Investigam a colisão de uma balsa da empresa FT Soares Comércio e Navegação com uma pilastra da ponte de captação do Proama, o 28º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e o 9º Distrito Naval.

O acidente ocorreu no último dia 24 de junho. Na ocasião, a informação foi de que a balsa rebocador teria apresentado problemas mecânicos e se chocado contra um dos pilares da ponte de sustentação da estação, ponto considerado de extrema importância da estrutura, próximo à margem do rio. O prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), e o governador do Amazonas e candidato à reeleição, José Melo (Pros), levantaram a hipótese de que o acidente poderia ter sido proposital.

A Polícia Civil abriu um inquérito e informou que o mesmo seria concluído em um mês. Apesar disso, ontem a reportagem consultou o órgão e a informação foi de que o inquérito ainda não foi concluído. O 9º Distrito Naval abriu um Inquérito Administrativo sobre Fatos da Navegação (IAFN) e informou que o prazo de conclusão é de 90 dias.