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Réus da ‘Operação Vorax’ pedem adiamento de seus depoimentos, mas Justiça Federal nega

A apelação foi entregue ao juiz federal Márcio Luiz Coelho de Freitas, durante a realização dos últimos depoimentos das testemunhas de defesa e acusação, na manhã desta terça,19, no auditório da justiça federal, localizado na avenida André Araújo nº 25, Bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus 19/06/2012 às 13:16
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Adail Pinheiro foi um dos réus que solicitaram adiamento dos depoimentos à 'Operação Vorax'
JOELMA MUNIZ Manaus

A Justiça Federal negou na manhã desta terça-feira (19), o pedido de adiamento dos depoimentos dos réus arrolado pela Operação Vorax, deflagrada em maio de 2008 no município de Coari (363 quilômetros de Manaus), e que constatou os crimes de peculato, fraude à licitações e falsidade de documento. Na época, Adail Pinheiro era Chefe do Executivo Municipal.

A apelação foi entregue ao juiz federal Márcio Luiz Coelho de Freitas, durante a realização dos últimos depoimentos das testemunhas de defesa e acusação, na manhã desta terça-feira, no auditório da Justiça Federal, localizado na avenida André Araujo nº 25, Bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus.

O pedido feito pelos réus tinha como argumento o não cumprimento das Cartas Precatórias - o documento solicitando que as testemunhas arroladas no processo, e que são residentes em outras localidades, em especial Coari, fossem ouvidas pelos juízes das suas respectivas comarcas.

Em conversa com a reportagem do Portal acrítica.com, o juiz federal Márcio Freitas explicou o que a argumentação dos réus não possui base jurídica que a respalde. “A Lei diz expressamente, que mesmo que as Cartas Precatórias não sejam cumpridas o processo deve seguir normalmente. O prazo que estabelecemos foi de 60 dias, o prazo expirou e não podemos fazer nada contra isso. Um dos problemas foi a falta de juiz na Vara onde o processo tramita em Coari”.

Depoimentos

Conforme disse o juiz federal responsável pelo processo desencadeado após denúncias do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM), cerca de 69 testemunhas foram ouvidas em dois dias de depoimentos, entretanto, durante o processo de oitiva (adição de uma pessoa em um processo) muitas faltaram levando os advogados e desistirem das suas convocações.

Nesta quarta-feira (20), serão ouvidos os réus: Manoel Adail Amaral Pinheiro, Carlos Eduardo Amaral Pinheiro, Marilza Félix Barros, Haroldo Portela Azevedo, Elizabeth Pinheiro, Zuidgeest Antônio Carlos Maia de Aguiar, Fábio Souza de Carvalho e Flávio Souza dos Santos Filho. Os depoimentos acontecerão novamente no auditório da Justiça Federal.