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Revitalização da Praça Tenreiro Aranha segue a passos lentos

Obra faz parte do programa federal PAC Cidades Históricas e está interditada desde agosto de 2015; prazo para finalização é até o fim deste ano 15/01/2016 às 20:09
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A entrega das obras da praça Tenreiro Aranha foi anunciada para este mês, no entanto, o que se vê nos canteiros de obras é que os trabalhos caminham a passos lentos
Marcela Moraes Manaus (AM)

O projeto de revitalização da praça Tenreiro Aranha e do entorno do mercado municipal Adolpho Lisboa, que fazem parte do programa federal PAC Cidades Históricas, foi apresentado em agosto do ano passado.

A entrega das obras da praça Tenreiro Aranha foi anunciada para este mês, no entanto, o que se vê nos canteiros de obras é que os trabalhos caminham a passos lentos. 

Enquanto isso, comerciantes de lojas do entorno e artesãos retirados da praça para a revitalização amargam prejuízos com a queda nas vendas, sem saber quando poderão retornar ao local. 

A CRÍTICA esteve nos locais para verificar o andamento das obras. Na praça Tenreiro Aranha, atualmente, há apenas escavações, pelo que relataram trabalhadores das redondezas.

No caso das obras do entorno do mercado municipal Adolpho Lisboa, as obras na calçada estavam adiantadas. A previsão, lá, é de conclusão ainda em fevereiro.

Mas, no entorno da praça Tenreiro Aranha, os comerciantes reclamam que se sentem “isolados” desde o fechamento da mesma para a realização das obras e, segundo eles, raramente trabalhadores estão no local.

Eles afirmam que, com o fechamento da praça, as vendas diminuíram pela falta de fluxo de pessoas. “As festas de fim de ano seriam o momento para aumentar os nossos lucros, no entanto não foi o que aconteceu. Infelizmente o fluxo de pessoas diminuiu, e nós é que fomos prejudicados”, disse um comerciante, que não quis se identificar.

Artesanato em baixa

Já os artesãos, que há 20 anos trabalhavam na praça Tenreiro Aranha e que foram encaminhados para a Feira de Artesanato na avenida Floriano Peixoto e também para a Ponta Negra, reclamam de prejuízos nas vendas e perda de clientes. 

É o caso de Mônica Ramos, 37, uma das artesãs que trabalhava na praça Tenreiro Aranha. Ela foi realocada para a Feira de Artesanato na avenida Floriano Peixoto.

Segundo Mônica, a mudança foi ruim para todos os artesãos, porque a venda na praça era melhor. “Aqui nós nos sentimos presos, nossos clientes não acompanharam a nossa mudança”, disse.

Ela conta que, desde os trabalhadores foram realocados, as vendas caíram bastante, complicando a vida de quem depende do artesanato, como ela. “Antes o nosso faturamento, em média, era de R$ 1,5 mil, podendo o faturamento ficar entre R$ 3 a 5 mil. Aqui, nós chegamos a fazer apenas R$ 10 por dia. É complicado para nós,  porque esse é nosso meio de sobrevivência e não temos outro meio de renda para o sustento da família”, relatou a artesã.

Até o fim do ano

O conjunto de dez obras que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas 2, é um projeto do Governo Federal implementado em Manaus, com previsão de conclusão de todas elas até o final de 2016.

Para revitalização da Praça Tenreiro Aranha, o projeto prevê a adequação dos espaços quanto às normas de acessibilidade, instalação de novo sistema de iluminação pública iguais aos que estão sendo colocados nas ruas de Manaus, sinalização, mobiliário urbano e paisagismo. O projeto também prevê o resgate da arquitetura utilizada no período da década de 1920.

A reforma se estende ao Pavilhão Universal, que antes servia como um ponto central de artesanato indígena, mas desta vez será um meio de informação turística sobre passeios e demais assuntos.

Os projetos de revitalização do PAC Cidades Históricas 2 se estendem ainda para o entorno do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, que inclui as ruas dos Barés, Barão de São Domingos, Miranda Leão, Travessa Tabelião Lessa, avenida Manaus Moderna e da Praça do Mercado.