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Manaus
CHACINA NO COMPAJ

Rifle usado no massacre em Manaus é arma de caça com potência fraca, porém letal

O armamento é nacional com capacidade de até 10 tiros, da fabricante Rossi, e vendido somente para o exterior  06/01/2017 às 19:57 - Atualizado em 06/01/2017 às 20:01
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Em imagens divulgadas após a chacina, presos exibem armas de fogo e também muitas armas brancas. Parte delas foi achada em revista feita pela PM cinco dias depois (Foto: Reprodução/Internet)
Fábio Oliveira Manaus

O rifle encontrado na revista que ocorreu esta sexta-feira no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) é um modelo calibre 22, com capacidade de até dez disparos. O armamento é nacional, da fabricante Rossi, com sede em Caxias do Sul (RS), mas comercializado somente no exterior. Ele foi a única arma de fogo localizada no presídio após a chacina de 56 detentos.

De acordo com o delegado Paulo Mavignier, diretor do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), o armamento é considerado de potência fraca e bastante usado para caça de animais de pequeno porte. "O calibre 22 é extremamente fraco, não é nem arma de defesa", disse o delegado.

A arma apreendida é uma das que aparece em imagens pós-chacina sendo segurada por um detento. Conforme Maviginer, o armamento pode matar, mas dependerá da parte do corpo atingida.

Segundo o comandante do Policiamento Especializado (CPE), tenente-coronel Cleitman Coelho, o rifle foi utilizado no massacre de domingo, dia 1º, quando 56 detentos foram mortos com requinte de crueldade. As demais armas que aparecem nas fotos divulgadas pelos presos autores do massacre, o segundo maior da história do sistema carcerário brasileiro, não foram localizadas na revista desta sexta-feira.