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Manaus
Cotidiano, Trânsito, Trafego, Manaustrans, cheia

Ruas liberadas pelo Manaustrans serão inspecionadas

Medida é para avaliar se asfalto das vias foi comprometido, durante o tempo em que as mesmas ficaram alagadas durante o período da cheia 09/06/2012 às 10:01
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Trecho da avenida Lourenço Braga, onde as águas do Igarapé do 40 causaram estragos
Maria Derzi Manaus

O Instituto Municipal de Fiscalização e Engenharia de Trânsito (Manaustrans) vai divulgar, na próxima segunda-feira (11), um levantamento sobre as condições do asfalto nas ruas do Centro de Manaus que foram inundadas pela cheia do rio Negro e sofreram danos devido ao atrito da água durante a passagem dos veículos.

A avaliação será realizada pela diretoria de operações do Manaustrans.

Os técnicos vão se restringir a avaliar, apenas, às condições de trafegabilidade. Mas, se alguma irregularidade na base asfáltica das ruas for detectada, o Manaustrans vai repassar as demandas de reformas para a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf).

Desde a última quinta-feira (7), algumas vias que estavam interditadas, em virtude da cheia, foram liberadas para o tráfego.

A rua Lima Bacuri – entre a rua Isabel e avenida Lourenço da Silva Braga – está com a passagem de veículos normalizada. O mesmo aconteceu na avenida Lourenço da Silva Bragam, no trecho da Manaus Moderna, embaixo da ponte Juscelino Kubitschek (que interliga Cachoeirinha e Educandos), na Zona Sul de Manaus, que foi aberta para a circulação de veículos.

No local, os sinais de deteriorização da pista eram evidentes com a descida das águas do Igarapé do 40.

Nessa sexta-feira houve uma operação para refazer o recapeamento asfáltico. Em outras ruas, só será possível verificar os estragos quando as águas secarem.

Já as ruas Lobo D’Almada e Joaquim Sarmento continuam interditadas.

No feriado, os proprietários que deixaram os carros na via tiveram o veículo guinchado pelo Manaustrans.

Apesar da proibição, a assessoria do órgão ainda não contabilizou a quantidade de veículos retirados das ruas que estão com acesso proibido, nesse período.

Confusão
A confusão ainda persiste nas principais vias de acesso de ônibus e carros de passeio do Centro de Manaus. Como ocorre na avenida 7 de Setembro, liberada apenas para a passagem de ônibus.

A demora para circular na via, entre a rua da Instalação até à avenida Getúlio Vargas, chega a 20 minutos. Outro problema é que, com a falta de organização, os usuários insistem em fazer parada para os ônibus no meio da rua. Essa atitude leva perigo para os motoristas, que temem atropelar o pedestre.

Nessa sexta-feira, na Praça Heliodoro Balbi (praça da Polícia), uma mulher quase fica imprensada entre dois ônibus, ao correr atrás do veículo, no meio da rua. O vendedor William Rodrigues disse que os passageiros estão desorientados.

“Está muito desorganizado aqui, principalmente no horário da tarde. A gente sabe que a situação é temporária, mas num vacilo, alguém pode ser atropelado”, disse o vendedor.

Especialista
O professor de Cálculo Estrutural da Faculdade de Tecnologia da Universidade do Amazonas (Ufam) Flávio Cantizani explica que será necessária uma avaliação de cada rua atingida pelas águas após a vazante. Dependendo do tipo de fundação, o encharcamento do solo e o amolecimento do asfalto podem comprometer o terreno de algumas vias.

Mas, há aquelas ruas que podem não ter sido tão afetadas, como é o caso da avenida Eduardo Ribeiro, nas proximidades do Ministério da Fazenda. Lá é possível que não tenham ocorrido problemas por que as fundações são profundas. Entretanto, serão necessário avaliações após a descida das águas.