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Sacerdotes distribuíram nota de repúdio à atitude do vereador Amauri Colares

Os grupos de sacerdotes e sacerdotisas das religiões de matrizes africanas já divulgaram, desde a quinta-feira (13), pelas 8 mil casas de candomblé e umbanda de Manaus, uma carta repudiando o informativo distribuído pelo vereador e candidato à reeleição, Amauri Colares (PSC), que destaca as ações da bancada evangélica da Câmara Municipal contra os religiosos de raízes africanas e a criação do “Parque dos Orixás”. 30/09/2012 às 16:44
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O vereador Amauri Colares disse que manterá a distribuição do informativo
Lúcio Pinheiro Manaus (AM)

Os grupos de sacerdotes e sacerdotisas das religiões de matrizes africanas já divulgaram, desde a quinta-feira (13), pelas 8 mil casas de candomblé e umbanda de Manaus, uma carta repudiando o informativo distribuído pelo vereador e candidato à reeleição, Amauri Colares (PSC), que destaca as ações da bancada evangélica da Câmara Municipal contra os religiosos de raízes africanas e a criação do “Parque dos Orixás”.

Para Jean Marius Clement, membro da Coordenação Amazônica da Religião de Matriz Africana e Ameríndia (Carma), a postura do vereador Amauri Colares destoa do comportamento que se espera de um homem que recebe um mandato público. “A gente fica indignado com tudo isso. De um homem público esperamos outro tipo de discernimento”, afirmou o pai de santo.

Intitulado de “Câmara contra Parque dos Orixá’”, o informativo nº 02, publicado em agosto deste ano, traz informações sobre o projeto de lei que visava à criação de um espaço público para a realização de manifestações religiosas do candomblé e umbanda. O projeto, de autoria da vereadora Lúcia Antony (PCdoB), não chegou nem a tramitar na Câmara Municipal de Manaus (CMM). No documento, Amauri Colares alega ser contrário ao projeto por questões religiosas.                    

 Parlamentar

O vereador Amauri Colares disse que manterá a distribuição do informativo. Segundo o parlamentar, ele não faz nada além de manifestar uma opinião, o que também é resguardado pela Constituição brasileira. O político foi denunciado ao Tribunal Regional Eleitoral e à Polícia Civil por apologia ao ódio religioso.

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