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Se o rio Negro chegar a 30,13 metros interdição do terminal no Centro de Manaus será inevitável

Se o nível continuar subindo, a circulação das 122 linhas de ônibus, além dos executivos, pelo terminal da Matriz, no Centro, estará com os dias contados 23/05/2012 às 07:23
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Acesso de carros de passeio ao terminal da Matriz, no Centro de Manaus, foi interditado na última sexta (18)
carolina silva ---

O rio Negro está a 23 centímetros de atingir a cota máxima prevista no segundo alerta de cheia emitido pela Superintendência Regional do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Nesta terça-feira (22), a cota registrada foi de 29,90 metros. Se o nível do rio continuar subindo em média dois ou três centímetros diariamente, a circulação das 122 linhas de ônibus, além dos executivos, pelo terminal da Matriz, no Centro, estará com os dias contados.

No último dia 9, o prefeito Amazonino Mendes (PDT) declarou que o terminal de ônibus da Matriz poderá ser interditado se atingir a cota máxima de 30,13 metros.

“Nós podemos ficar sem um terminal de ônibus. Nós somos obrigados a ficar na expectativa, de vigilância”, disse. Desde a última sexta-feira até esta terça (22), o rio Negro estava subindo entre um e três centímetros.

Neste caso, se a partir desta quarta (23) as águas continuarem subindo um centímetro diariamente, a cota máxima pode ser atingida no dia 15 de junho. De acordo com o superintendente do CPRM, Marco Antônio Oliveira, o ritmo de subida das águas do rio Negro deve se manter lento até início do próximo mês e a partir daí ficará estável.

“Ele deve manter esse ritmo e não subir mais que três centímetros”, informou. Mas se o rio Negro manter uma subida de três centímetros diariamente, a cota máxima pode ser atingida na próxima quarta-feira. Ou, se manter um ritmo de de subida de dois centímetros ao dia, o nível do rio Negro pode chegar a 30,13 metros no dia 3 de junho.

As águas que saem das galerias de esgoto já começaram a alagar o terminal da Matriz e usuários do transporte coletivo que circulam no local reclamam do mau cheiro e da lentidão do poder público para tomar providências que possam evitar os transtornos.

“Esse fedor incomoda quem precisa ficar aqui esperando por até meia hora um ônibus e o pior é que os ônibus passam e acaba ‘espirrando’ água pra cima da gente”, reclamou a comerciária Judite Nunes, 39.

O auxiliar administrativo Herbert Guimarães, 31, também critica o posicionamento do poder público diante da situação.

“O melhor caminho pra evitar os transtornos é executar soluções antes que o terminal fique todo inundado. Parece que deixam pra solucionar tudo em cima da hora e aí fecham ruas de uma hora pra outra, fazem desvios sem comunicar com certa antecedência a população”, disse.

Os motoristas também reclamam da situação. “O poder público já deveria feito um projeto para evitar que as águas das galerias invadissem as ruas e assim não causaria confusão no trânsito”, diz o taxista Roberto Lins, 29.

Embora o trânsito de veículos leves na região da Matriz esteja proibido deste sexta-feira, carros e motos eram vistas transitando no lugar sem que a fiscalização os impedisse.