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Manaus
NOVA REBELIÃO

Seap faz ‘chamada’ de mortos na Cadeia Pública e número pode chegar a seis

Servidores da Seap gritaram seis nomes: Fernando Gomes da Silva, Marcelo Nunes de Lima, Rildo Silva do Nascimento, Rubiran Cardoso, Eliel de Souza Façanha e Tassio Castro de Souza. IML não confirma se todos os nomes são de presos mortos na Vidal 08/01/2017 às 13:59 - Atualizado em 08/01/2017 às 16:45
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A confusão na Vidal iniciou por volta das 1h30 da madrugada deste domingo (8). Foto: Gilson Melo/ Free Lancer
Oswaldo Neto e Luana Carvalho Manaus

Pode chegar a seis a quantidade de presos mortos durante rebelião ocorrida na manhã deste domingo (8) na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro. A informação de quatro mortes foi confirmada oficialmente pelo Governo, no entanto, servidores da Seap registraram o nome de seis detentos ausentes aos familiares. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Epitácio Almeida, afirmou que um dos presos morreu em um hospital da capital.

Na Cadeia Pública, servidores da Seap gritaram seis nomes: Fernando Gomes da Silva, Marcelo Nunes de Lima, Rildo Silva do Nascimento, Rubiran Cardoso, Eliel de Souza Façanha e Tassio Castro de Souza. Familiares foram orientados a irem ao Instituto Médico Legal (IML), no entanto, o órgão ainda não confirmou se todos os nomes são de presos mortos na cadeia reativada.

No local, a Seap informou que o detento Douglas da Costa Mesquita foi levado ao Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto após o tumulto. Segundo o Governo, ele passou por cirurgia e tem quadro clínico estável.

A reportagem aguarda um posicionamento da SSP sobre a quantidade oficial de mortos na Cadeia Pública.

Mortes na cadeia
Durante um tumulto dentro na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, pelo menos quatro presos morreram. A confusão iniciou por volta das 1h30 da madrugada deste domingo (8) e no início da manhã já estava controlada, segundo a Seap.

De acordo com o secretário de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio, destes mortos, três foram decapitados. Ainda segundo o secretário, apesar de não ter ocorrido fuga, foi realizada uma contagem dos presos e limpeza da cadeia. O Instituto Médico Legal (IML) fez a remoção dos corpos dos mortos ainda durante a madrugada.

O Comitê de Gerenciamento de Crise da Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou as mortes e informou que um dos presos foi morto por asfixia. A SSP disse ainda que a causa do tumulto foi uma briga de "motivo desconhecido" e as mortes serão investigadas. 

Policiais do Batalhão de Choque saíram da cadeia por volta das 9h. Segundo o secretário Pedro Florêncio, durante a revista desta manhã (8), foram encontradas armas brancas, do tipo faca de cozinha. Alguns familiares de detentos chegaram a bloquear a rua Duque de Caxias e queimaram pneu e lixo. 

Durante a rebelião foram destruídos colchões e policiais da Companhia de Operações Especiais (COE), Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), Batalhão de Choque, Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) e Bombeiros foram acionados para conter a movimentação.