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Manaus
DOENÇA CONTAGIOSA

Secretaria de Saúde vai investigar possível surto de caxumba na Ufam

No campus da faculdade vários alunos foram diagnosticados com a doença nas últimas semanas 15/05/2017 às 05:00 - Atualizado em 15/05/2017 às 11:43
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Pelo menos cinco pessoas de uma mesma turma do setor Norte tiveram a doença nas últimas semanas e há relatos de casos no setor Sul (Foto: Arquivo/ AC)
Álik Menezes Manaus

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) vai apurar um possível surto de caxumba no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), onde alunos foram diagnosticados com a doença nas últimas semanas.

A maioria dos casos foi registrada no setor Norte, mas também há relatos de casos no setor Sul da universidade (minicampus). No Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), pelo menos cinco pessoas da mesma turma foram diagnosticadas com a doença.

A estudante do primeiro período do curso de Ciências Sociais Giovana Sousa, 18, contou que começou a sentir os sintomas da doença logo após os primeiros dias de aula desse semestre. “Mal comecei a estudar e precisei me ausentar. Fiquei muito mal. Só na minha turma cinco pessoas tiveram”, relatou.

O também estudante de Ciências Sociais Giovani Medeiros, 18,  temem um surto e disse que  há relatos de universitários de outros cursos também doentes. No mês passado, o rosto de Giovani começou a inchar, mas, apesar de desconfiar que poderia ser caxumba, o jovem só procurou atendimento médico uma semana depois, quando teve febre alta por vários dias seguidos.  “Fiz os exames e foi confirmado que era caxumba mesmo e acredito que seja aqui na Ufam porque é o único local onde sei de várias pessoas com a doença”, contou.

A estudante de Psicologia Gabriela Mello, 20, começou a sentir os sintomas na quinta-feira da semana passada e no sábado pela manhã foi ao médico. “Tive a confirmação que era mesmo caxumba”.  Segundo a universitária, que estuda no setor Sul, uma amiga dela do IFCHS também comentou que conhece outras pessoas que precisaram se ausentar das aulas por conta da doença.

A reitoria da Ufam ainda não se pronunciou sobre o possível surto da doença no campus. A CRÍTICA tentou contato com a reitora da universidade Márcia Perales, mas até o fechamento não obteve sucesso.  A reportagem também entrou em contato com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), mas também não obteve respostas até o fechamento desta edição.

A caxumba é causada pelo vírus Paramyxovirus, transmitido por contato direto com saliva ou gotículas de saliva de pessoas infectadas. Os surtos da doença costumam ocorrer durante o inverno.  Os primeiros sintomas da doença são febre, dores de cabeça, calafrios, dores musculares ao mastigar ou engolir e fraqueza. Nod casos mais graves, a doença pode causar surdez e meningite.

Averiguação

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), informou, que a caxumba “não é agravo de notificação compulsória e não foi  notificada dos casos”.  Contudo, por ser de grande relevância para a saúde pública, o caso será de suposto surto será averiguado.