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Secretário nega tortura contra envolvido no Caso Wallace

De acordo com Thomaz Vasconcelos, depoimentos prestados por Moa sempre foram acompanhados por representantes do MPE-AM 02/07/2012 às 17:16
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Para Thomaz intenção de Moa é a de desqualificar as investigações realizadas pela Força-tarefa
Síntia Maciel e Evelyn Souza Manaus

Em nota encaminhada à produção do programa Alô Amazonas, a respeito das declarações prestadas pelo ex-policial militar Moacir Jorge Pessoa da Costa, o “Moa”, na entrevista concedida ao repórter Márcio Azevedo, o secretário executivo de Inteligência, Thomaz Vasconcelos classificou as mesmas como infundadas.

De acordo com Vasconcelos, nos interrogatórios a que Moa foi submetidos, os mesmos sempre contaram com a presença de integrantes do Ministério Público do Estado (MPE-AM), dentre eles, os promotores de Justiça Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior,  Sarah Pirangi e Tereza Cristina Coelho, além de advogados de defesa e membros da família, bem como o então corregedor à época da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), deputado Edilson Gurgel.

Ainda segundo o secretário, Moa também prestou depoimento nas sedes do MPE-AM e da Polícia Federal, onde conforme Thomaz Vasconcelos, ratificou todos os depoimentos prestados anteriormente sem mencionar qualquer tipo de coação ou tortura que estivesse sofrendo.

Thomaz também chamou a atenção para o fato de que a Comissão de Direitos Humanos da ALE-AM, por meio de seus integrantes, ter rechaçado à época qualquer possibilidade a cerca da eventual pratica de tortura, tendo como vitima Moa, durante as investigações.

“Tal atitude revela-se numa descabida pretensão de macular o trabalho das autoridades que presidiram os procedimentos investigatórios, diante da incapacidade de desqualificar todo o arcabouço probatório arrecadado durante as investigações”, afirma o secretário, na nota.

No documento, Thomaz Vasconcelos também salienta que só se pronunciaria novamente sobre a entrevista, após acesso à integra da mesma.

Os delegados integrantes da força-tarefa Antônio Chicre Neto e Alberto Ramirez também foram procurados pela produção do Alô Amazonas, para falar sobre as declarações de Moa, mas não quiseram gravar entrevista.