Publicidade
Manaus
Manaus

Segurança Pública norteia a segunda etapa de discussões sobre os problemas sociais em Manaus

Participam deste debate o desembargador Domingos Chalub, a Procuradora da Justiça, Jussara Pordeus, o escritor Márcio Souza, o médico Euler Ribeiro, o delegado Mário Aufieiro, dentre outros 17/04/2012 às 19:04
Show 1
Vista aérea da cidade de Manaus
Mariana Lima Manaus

A segunda parte do debate sobre os problemas de Manaus e discussão sobre soluções teve início na tarde desta terça-feira (17) na sede da Rede Calderaro de Comunicação. Os debates estão sendo mediados pela jornalista Natália Freire.

Participaram desta parte do debate o desembargador Domingos Chalub, a Procuradora da Justiça, Jussara Pordeus, o escritor Márcio Souza, o médico Euler Ribeiro, o delegado Mário Aufieiro, a jornalista Leyla Leong, o empresário Mário Tadros, o pesquisador e cientista Philip Fearnside, o presidente da OAB Fábio Mendonça e o empresário Reginaldo Pizzonia.

O primeiro tema a ser pautado nessa segunda rodada foi Segurança Pública e contou com a participação de gravação de populares nas ruas da cidade que afirmam não se sentir seguros em Manaus.

A procuradora Jussara Pordeus questionou o motivo de não haver presença mais intensa em determinados locais da cidade conhecidos pela população como áreas perigosas.

O delegado Mauro Aufieiro ressaltou que o sistema de Segurança Pública é muito maior do que a prisão realizada pelos policiais, e que a Legislação brasileira é antiga e defasada: “Se a gente pensar que a polícia vai resolver o sistema de segurança pública não andaremos muito para frente”, disse. Uma das soluções para melhorar esse serviço, segundo Aufieiro, seria municipalizar a segurança: “O crime não acontece no Estado nem na União. Acontece no município, nas nossas escolas, nas nossas casas. É sim um problema do município”.

O segundo tema debatido a tarde foi a precariedade na distribuição e qualidade da água que chega à casa dos moradores. A deficiência na fiscalização por parte dos órgãos municipais e o Prosamim estiveram dentre as discussões.

A procuradora Jussara Pordeus sugeriu que ao ser implantado a distribuição de águas na periferia da cidade seja estudado também o pagamento de uma taxa social, que leve em conta as necessidades financeiras da região.

Segundo a jornalista Leyla Leong, os problemas que existem na distribuição de água no Amazonas estão ligados a falta de mobilização política. Para a jornalista, a população “se acomodou e não possui mais vontade política” para conquistar seus direitos.

Qualidade de vida dos manauaras foi o terceiro tema desta segunda rodada de debates.

O escritor Márcio Souza lembrou a necessidade do hábito da leitura e da disponibilidade de bibliotecas públicas para os cidadãos. O escritor lembrou ainda que não há bibliotecas públicas disponíveis para os manauaras: “A nossa biblioteca pública, uma das mais antigas do pais, está fechada. É necessário, no mínimo 300 bibliotecas em Manaus”, disse.

As deficiências no Sistema Educacional brasileiro e o despreparo dos professores estão entre os assuntos debatidos durante o quarto tema da tarde, Educação.

“A educação é o eixo da transformação, da evolução da sociedade brasileira. O problema é que os resultados não são perceptíveis e rápidos, eles são de longuíssimo prazo”, disse o escritor Márcio Souza.

O pesquisador do INPA, Philip Fearnside, lembra da necessidade de se discutir como se faz a educação: “Atualmente não vemos mais as crianças fazendo experimentos, por exemplo. Eles estudam fórmulas, mas não sabem pra que serve na prática. É necessário discutir como se dá essa educação” disse o pesquisador.

Durante o último tema debatido, Saúde no Amazonas, foi discutido a falta de estrutura dos hospitais locais e superlotação dos mesmos.

“A nossa saúde é de colônia e a elite vai se tratar em São Paulo”, disse Mauro Aufieiro.

Especial

As informações e ideias debatidas durante toda esta terça-feira (17) serão transformadas em matérias a serem publicadas em um caderno especial do Jornal A Crítica na próxima quinta-feira (19).

Internautas

Os internautas que desejam participar da discussão poderão dar suas opiniões no fórum criado no Facebook. As informações deste fórum também serão utilizadas em publicações do jornal da próxima quinta (19) e domingo (22).

As discussões na internet serão encerradas na próxima sexta-feira (20).