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Sejus apreende armas artesanais e celulares durante vistoria em cadeia de Manaus

Durante o trabalho que teve a participação 45 servidores da Secretaria de Justiça e de Direitos Humanos (Sejus), foram apreendidos 18 telefones celulares, 15 estoques (armas artesanais pontiagudas) e dois martelos também artesanais 05/09/2012 às 18:33
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Foram apreendidos 18 telefones celulares, 15 estoques (armas artesanais pontiagudas) e dois martelos também artesanais
Joana Queiroz Manaus (AM)

Equipes da Polícia de Choque e Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) realizaram nesta quarta-feira (5) uma revista em todas as dependências do Centro de Detenção Provisória (CDP), localizado no km 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), a fim de encontrar armas, droga e celulares e garantir a segurança física dos 753 internos e funcionários da unidade.

Durante o trabalho que teve a participação 45 servidores da Secretaria de Justiça e de Direitos Humanos (Sejus), foram apreendidos 18 telefones celulares, 15 estoques (armas artesanais pontiagudas) e dois martelos também artesanais.

O secretário executivo de justiça, coronel José Bernardo Encarnação, disse que a revista visava desarmar a cadeia para evitar confrontos armados que coloque em risco a vida de internos e trabalhadores. Jones usou uma arma feita com o eixo de um ventilador para matar Duda.  Além dos estoques foi recolhida uma grande quantidade de  cabos de vassouras que foram jogados em uma  lixeira localizada do lado de fora da cadeia.Os policiais usaram na revista quatro cães farejadores para tentar localizar droga.

Encarnação disse ter ficado surpreendido com a quantidade de celulares encontrados e anunciou que vai cobrar da empresa Auxilio, que é a responsável pela administração da unidade prisional, mais rigor na fiscalização na entrada das visitas dos presos como dos funcionários. "É inadmissível que esse número de telefones continue entrando na cadeia", disse Encarnação.

De acordo com secretário executivo da Sejus, é comum nos dias de visita encontrar pessoas tentando entrar com celular, dinheiro e droga dentro da cadeia. Elas utilizam recursos diversos para driblar a revista na entrada da cadeia. O mais comum são mulheres que tentam entrar levando os parelhos escondidos nas cavidades do corpo (vagina). Em um das últimas visitas foi encontrado um celular que entrou em um livro.

O secretário informou que quando a visita é flagrada tentando entrar com objetos proibidos ela tem a entrada suspensa por 30 dias. Quando é encontrada droga a visita é apresentada junto com o material em um Distrito Integrado de Polícia (DIP).  Mulheres de detentos que estavam na portaria atribuem a entrada de celular, droga e dinheiro aos funcionários da cadeia. "Agente passa por revista rigorosa aqui na portaria, mas quando a gente chega lá dentro os nossos visitados estão usando droga", relatou a mulher de um interno.

A vistoria foi realizada após a morte de um cadeirante detento.