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Sem pistas: em plena luz do dia, ladrões roubam duas agências bancárias levando R$ 570 mil

De acordo com o secretário de Segurança Pública do Estado, na maioria das vezes, os assaltantes são de outros Estados e procuram Manaus por ser uma cidade onde 'ainda corre dinheiro' 14/07/2015 às 21:20
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No Banco do Brasil, da avenida Jorge Teixeira, os bandidos levaram cerca de meio milhão de reais
Joana Queiroz Manaus (AM)

Ladrões de banco levaram quase R$ 600 mil em dois assaltos ocorridos ontem (14) a duas agências  bancárias. Da agência do Brasil, na avenida Grande Circular, bairro Jorge Teixeira, Zona leste, três assaltantes levaram mais de R$ 500 mil e do posto bancário do Bradesco que funciona nas dependências da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM), na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste, também, três criminosos levaram aproximadamente R$ 70 mil.

No posto do Bradesco, os ladrões chegaram por volta das 10h, em uma motocicleta de características não identificadas. Eles entraram pelos fundos e foram direto ao posto. Dois entraram no estabelecimento bancário e o terceiro ficou na entrada do corredor, que dá acesso ao posto.

Inicialmente renderam o segurança, tomaram a arma dele, um revólver calibre 38, e ainda o jogaram ao chão e pisaram nele.

Os ladrões também renderam o funcionário do banco e aproximadamente dez clientes que foram obrigados a entregar o dinheiro que tinham. Uma mulher, que não quis divulgar o nome, foi obrigada a entregar R$ 700, que tinha acabado de sacar.

O assalto durou cerca de cinco minutos. Ainda dentro do posto, um dos ladrões ligou para outro, que dava suporte do lado de fora e dizia para que mandasse logo a motocicleta que eles já estavam saindo.

Os criminosos fugiram pelos fundos em uma motocicleta e um Siena de cor vermelha, deixando as vítimas trancadas no posto bancário. A polícia informou que foi acionada, mas não conseguiu efetuar a prisão dos ladrões.

Testemunhas contaram que os ladrões estavam vestidos com blusas modelo pólo de cor azul, como se fosse farda e tinha uma espécie de crachá escondidos para dentro da blusa. A delegada da Seccional Oeste Suely Costa, esteve no local colhendo informações disse que o assalto será investigado pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), mas, segundo ela, não foi possível nem fazer perícia, o posto não tem câmeras de segurança e detector de metais.

A secretária de comunicação da PMM, Mônica Santaella, disse que no momento o prédio da prefeitura está passando por uma reforma e que não dispõe de nenhum equipamento de segurança e nem mesmo seguranças armadas, já que são os guardas municipais que cuidam da segurança do local e estes não usam armas.

Polícia investiga assalto no BB

Ontem (14), o secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Sérgio Fontes, disse que estão sendo planejadas operações policiais para tentar prender os assaltantes de banco que de acordo com ele, na maioria são de outros estados que procuram Manaus por ser uma cidade onde ainda corre dinheiro.

Para Fontes, os assaltantes procuraram os locais onde há facilidade para eles agirem e as agências bancárias são locais onde há certa fragilidade no quesito segurança, embora seja onde se trabalha apenas com dinheiro.

“No caso da prefeitura, os ladrões não tiveram nenhuma dificuldade para fazer o assalto porque não tinha segurança no local”, disse o secretário. O secretário informou que as investigações dois assaltos a bancos ocorridos ontem  estão sendo presididos pelo delegado da Derfd, Adriano Félix.

Há informação que o modus operandis dos criminosos foi semelhante ao que ocorreu no final do mês de maio na agência do Banco do Brasil em Iranduba, quando ladrões levaram mais de R$ 250 mil e ainda fizeram de refém o gerente Mário José Tavares, sua família e um segurança do banco identificado como Pedro Paulo.

As investigações do assalto de ontem estão ocorrendo em sigilo.  Há informações que o filho de uma funcionária do banco foi sequestrado e os ladrões a obrigada ela ir até a agência bancária e fazer a retirada de todo dinheiro que tinha no cofre.

Depois que ela entregou o dinheiro aos criminosos o filho dela foi liberado. Enquanto a negociação acontecia, a vítima era monitorada pelos bandidos através de escuta para saber se ela não ia denunciá-los à polícia.