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Manaus
SEM RESPOSTA

Sem previsão de pagamento do 13º salário, rodoviários cogitam greve para dezembro

Em nova reunião, Sinetram diz que Prefeitura deve R$ 17 milhões às empresas, que alegam não ter verba para pagar o salário extra dos trabalhadores 21/11/2017 às 17:16 - Atualizado em 21/11/2017 às 17:54
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Oswaldo Neto Manaus

Após segunda audiência para definir o rumo do 13º salário aos trabalhadores do transporte coletivo, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sinetram), o Sindicato dos Rodoviários e a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) não entraram em acordo sobre o pagamento dos funcionários. No último dia 16, o Sinetram afirmou que não tinha dinheiro para pagar o salário extra dos trabalhadores do sistema. 

O Sinetram manteve o posicionamento de parcelar o montante aos trabalhadores afirmando que a prefeitura deve aproximadamente R$ 17 milhões às empresas, proposta essa rejeitada pela categorias. Novas negociações estão marcadas para tentar resolver o problema, mas os rodoviários seguem cogitando uma greve caso uma solução não saia até o dia 30.

A audiência ocorreu na tarde desta terça-feira na Superintendência Regional do Trabalho, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus. Representantes do Sinetram, SMTU e do Sindicato dos Rodoviários estiveram presentes na reunião. 

De acordo com o representante dos rodoviários, o secretário-geral Élcio Campos, o Sinetram não mostrou qualquer proposta diferente da apresentada na semana passada. Segundo ele, as empresas continuam propondo parcelar o 13º, e a categoria é contra a medida. 

"O sindicato é contra esse parcelamento, até porque o trabalhador vem recebendo atrasado durante todos os meses, não teve reajuste em março...Então não tem como aliviar um direito conquistado. Ou acha-se uma solução até o dia 30, ou vamos marcar uma assembleia e convocar uma greve geral", afirmou. 

O assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, disse que a prefeitura deve aproximadamente R$ 17 milhões ao Sinetram em subsídios e o montante obtido nas eleições, quando a passagem não foi cobrada dos usuários. 

"A situação é realmente grave. Nós conseguimos que a prefeitura viesse pra cá para a companhia a nossa situação e dos rodoviários. Nós temos mais duas negociações agendadas, é um processo um pouco longo e está num contexto de uma crise muito grave. Então isso exige a união de todos para que o transporte não pare na cidade", defendeu ele.

Prefeitura silencia

Desde o último dia 16, a reportagem de A Crítica aguarda uma resposta da Prefeitura de Manaus sobre os valores devidos ao Sinetram. As perguntas encaminhadas via e-mail à Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) foram ignoradas e estavam sem resposta até as 17h desta terça-feira (21).

Para o superintendente da SMTU, Ronaldo Silva, os rodoviários não podem culpar a Prefeitura de Manaus pela falta de verbas para pagar os salários. Sem citar o valor que o Sinetram alega ter para receber do município, Ronaldo Silva disse que faltou planejamento às empresas. "Hoje o Brasil está vivendo uma dificuldade em diversos setores. Realmente eles (empresários) tinham que ter se precavido, mas a prefeitura já pagou a primeira parcela dos servidores na metade do ano e tem o orçamento para pagar a segunda. Tudo é questão de planejamento", afirmou ele. 

Segundo os representantes, novas reuniões estão marcadas para esta quinta-feira (23) e sexta-feira (24) na Secretaria Municipal de Finanças (Semef) e na Superintendência Regional do Trabalho a fim de encontrar alternativas para o pagamento dos salários.