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Manaus
REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Servidores administrativos da Seduc programam manifestação para sábado (23)

De acordo com organizador do ato, funcionários querem ter direito a receber parte do repasse do Fundeb 20/09/2017 às 17:57 - Atualizado em 20/09/2017 às 18:07
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(Foto: Reprodução/Internet)
Tiago Melo Manaus (AM)

Com a expectativa de reunir mais de 400 pessoas no próximo sábado (23), os servidores administrativos da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc) realizarão uma manifestação pela valorização da categoria, que não será beneficiada pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

As informações são do auxiliar administrativo Moacir Lobato, que faz parte da comissão de negociação e organização do ato. Conforme Lobato, a Lei 11.494/2007, que regulamenta o Fundeb, prevê que pelo menos 60% dos recursos sejam destinados ao pagamento de profissionais do magistério que estão em atividade dentro da escola. Os 40% restante devem ser aplicados nas demais ações de manutenção e desenvolvimento do ensino.

"Ainda que não exista uma vinculação ou obrigação de que parte dessa parcela de recursos seja destinada ao pagamento de outros servidores da educação, o Estado pode utilizá-la para esse fim, ou seja, fica a cargo do governador nos ajudar nessa situação", concluiu Lobato.

Segundo ele, a categoria, formada por auxiliares administrativos, merendeiros, vigiais e funcionários de serviços gerais, vem passando por condições impossíveis de se trabalhar.

"O nosso maior objetivo é mostrar para o Governo e para a população que a educação não se faz somente com professores e pedagogos, os únicos beneficiados pela Fundeb. As pessoas tem que entender a importância do papel dos funcionários administrativos em uma escola", afirmou Lobato.

De acordo com ele, a concentração acontecerá às 9h na Praça Heliodoro Balbi (antiga Parça da Polícia), no Centro de Manaus. Durante a manifestação, outras pautas serão levantadas, adiantou o organizador.  

"Também precisamos discutir questões como o salário e data base; desvio de função, porque quando falta professor estamos sendo colocados dentro da sala para dar aula; direito a progressão e promoção, que não está acontecendo, estamos sendo sucateados. Não temos dinheiro para nada", concluiu ele.