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Servidores da Semmas fazem capacitação para combater Aedes aegypti em Manaus

O treinamento consiste em identificar os hábitos do mosquito assim como as larvas e suas diferentes fases, para que assim, ocorra a destruição do mosquito transmissor 26/01/2016 às 09:24
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Participantes assinaram termo de compromisso se responsabilizando em realizar busca ativa por focos em seus locais de trabalho
Karine Pantoja Manaus (AM)

Aproximadamente 40 servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) se reuniram para participar da primeira oficina de formação de brigadistas no combate ao Aedes aegypti.

O evento aconteceu ontem, no Parque Municipal do Mindu e teve como principal objetivo a formação de brigadas que atuarão diretamente no combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.

O treinamento consiste em identificar os hábitos do mosquito assim como as larvas e suas diferentes fases, para que assim, ocorra a destruição do mosquito transmissor. O brigadista é orientado ainda, a reconhecer os criadouros naturais e artificiais e também aprende em qual momento deve solicitar o apoio dos agentes de endemia para a aplicação de biolarvicida.

Depois de treinados, os participantes assinam um termo de compromisso em que se responsabilizam em realizar, com a regularidade devida, a busca ativa por focos em seus locais de trabalho.

Segundo a gerente de Promoção em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Francinara Lima, que coordenou a capacitação, a ideia é sensibilizar os servidores para que haja vistorias diariamente nos posto em que se encontram. “Realizamos um levantamento onde este apontou que as pessoas com as doenças têm entre 25 e 39 anos, sinalizando que podem ter sido infectadas no ambiente de trabalho, uma vez que o mosquito tem hábito diurno”, disse.

Após a capacitação, serão criadas brigadas nos Parques do Mindu, Ponte dos Bilhares, Lagoa do Japiim, Nascentes do Mindu e Refúgio da Vida Silvestre Sauim Castanheiras, situados em diferentes pontos da cidade, como no Parque 10, Japiim, Cidade de Deus e Distrito Industrial 2.

Além das unidades de conservação e parques urbanos, todos os bairros situados em áreas de alto risco, de acordo com o Mapa da Vulnerabilidade da Diretoria de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Semsa serão inclusos no programa.

De acordo com o secretário da Semsa, Romero de Miranda Leão, a Semsa e a Semuslp estão atuando no apoio quanto a sensibilização dos moradores nas áreas de alto rico.

“A Divisão de Educação Ambiental da Semmas definiu que toda última sexta-feira de cada mês se reunirá com os moradores para trabalhar com a comunidade as questões ligadas aos resíduos e à gestão do Espaço Verde Campo Dourado, que é a área verde do loteamento”, destacou.

Vistorias em todas as Zonas da cidade A Vigilância Sanitária (Visa Manaus) também inspecionou e autuou 70 estabelecimentos comerciais, entre borracharias, sucatas e ferro velho, nas quatro principais Zonas da cidade.

As multas ocorreram após a constatação feita pelos agentes de endemias que, depois de vistoriar os locais de existência de possíveis focos do mosquito, denunciados pela população por meio do Disque Saúde e dado o prazo limite de 15 dias, voltaram aos locais e constataram a permanência dos criadouros e larvas do Aedes aegypti, revelando que nenhuma providência foi adotada pelos proprietário dos estabelecimentos, inicialmente notificados.

Desde o início das ações de combate ao mosquito até o início do mês de janeiro, nenhuma residência ou edificação pública foi multada. De acordo com o diretor da Visa Manaus, Marco Fabris, a menor multa aplicada foi de R$ 837 e a maior, no valor de R$ 8.461.

Aumento

O “Disque Saúde” dobrou a capacidade de atendimento. A população pode fazer as denúncias de possíveis criadouros inacessíveis, como imóveis fechados, abandonados ou em construção de segunda à sexta, por meio do 0800 280 8 280, por email: saude.semsa@pmm.am.gov.br e do perfil “Semsa Manaus”, no Facebook.

Casos

Em Manaus, dois casos do Zika vírus foram confirmados, nove descartados e 144 permanecem em investigação, sendo 25 gestantes. Até o momento não há caso de bebês com microcefalia causada pelo Zika.