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Servidores do TRT entram em greve a partir desta segunda (27)

Os servidores do Judiciário estão há seis anos sem reajuste salarial e há mais de dois com seu Plano de Cargos e Salário (PL 6613/09) parado no Congresso Nacional.   26/08/2012 às 17:48
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Cerca de 70% dos 1,3 mil servidores em Amazonas e Roraima devem parar
acritica.com Manaus

Servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT 11) rejeitaram a proposta de reajuste do governo federal, de 15,8%, e ratificaram a decisão de iniciar greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (27).

A assembleia geral que aconteceu na última sexta-feira (24), em frente ao Fórum Trabalhista de Manaus, na avenida Djalma Batista, contou com a participação de grande número de servidores do órgão, que já no início da semana haviam decido parar a partir da semana que vem, caso a proposta do governo não atendesse suas reivindicações.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho no Amazonas e Roraima (Sitra-AM/RR), Luís Cláudio Corrêa, todos os cuidados foram tomados para que a greve não tenha implicações legais. “Já notificamos a presidência do TRT para iniciar o processo de negociação para os dias em que deveremos paralisar as atividades e sobre a manutenção de serviços essenciais. Além da reposição das nossas perdas salariais, também estamos reivindicando por melhorias no serviço público oferecido ao cidadão", ressaltou.

O comando local de mobilização está sensibilizando aos servidores para que não abram mão de lutar por seus direitos e acredita que a adesão à paralisação vá crescendo ao longo da semana.

“Desde 2006, quando foi aprovado o último PCS já com uma tabela salarial defasada, a categoria está sem revisão, acumulando perdas inflacionárias que chegam a 36,08% até março de 2012, de acordo com o ICV [Índice do Custo de Vida] do Dieese. Então, até aceitamos parcelar o reajuste, mas os 15,8% propostos pelo governo estão muito aquém da inflação do período. É delírio", argumentou Corrêa.

Para o dirigente sindical, o governo federal dá sinais de que vai pautar as reivindicações dos servidores públicos de forma unitária, o que não atende os servidores do Judiciário. “Nossas demandas, mesmo que diferenciadas, são justas. As do Executivo também. Porém, estamos com um tempo de defasagem de dois anos superior àquele poder. Unificar critério é golpe do governo para desmobilizar a unidade dos servidores”, completou.