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Servidores federais fazem movimento grevista no Centro de Manaus

De acordo com a categoria, a ideia é denunciar o que eles consideram falta de respeito por parte do governo federal com os servidores públicos 06/07/2012 às 16:09
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Munidos de faixas, cartazes e com discursos reivindicatórios, cerca de 500 servidores participam do ato público
acritica.com Manaus (AM)

Munidos de faixas, cartazes, instrumentos de som, personalizados de palhaços, porém com discursos sérios e reivindicatórios, cerca de 500 servidores públicos federais do Amazobas participam de um ato público unificado na manhã desta sexta-feira (6). A categoria reivindica melhores condições de trabalho e reajuste salarial.

O trajeto da manifestação começou na Rua Epaminondas e seguiu da Avenida 7 de Setembro até chegar à Praça da Polícia. O trânsito foi prejudicado nesse trecho. O ato teve apoio da Polícia Militar e da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU).

Indígenas das etnias Mura e Kokama, além de estudantes da Universidade Federal do Estado do Amazonas (Ufam) também apoiaram a manifestação.

Conforme o secretário-geral do Sindsep/AM, Menandro Abreu Sodré, a ideia é denunciar o que eles consideram falta de respeito por parte do governo federal com os servidores públicos. “Não temos uma data base salarial e enfrentamos vários problemas da falta de infraestrutura nos órgãos públicos. Até o momento o governo federal não apresentou uma resposta oficial à pauta de reivindicações dos servidores entregue ao Ministério do Planejamento em janeiro deste ano”, afirma.

O secretário disse que a principal demanda é a reestruturação das diversas carreiras do setor público, visando uma política eficiente que garanta qualidade dos serviços prestados à sociedade. Lideranças indígenas e assentados convidados pelo INCRA participam das manifestações.

Grevistas

Até o momento, cinco órgãos federais no Estado estão em greve. Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Ministério da Agricultura paralisaram suas atividades desde a última segunda-feira (2).

Na tarde desta quinta-feira (5), servidores do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) decidiram aderir à greve. Na Funai, segundo o servidor Armando Milon, emissões de Registro de Nascimento Indígena (Rani)  estão prejudicados. No Incra, 50% dos servidores não vão trabalhar, afetando a fiscalização nos assentamentos e pagamentos de créditos. Já na Funasa, o trabalho de combate a endemias também está sendo afetado.

Trânsito

Os manifestantes ocuparam as laterais das ruas, nas quais, fizeram a passeta do protesto, porém causaram confusão no trajeto. De acordo com o Instituto de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (ManausTrans), agentes auxiliarem os motoristas.