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Manaus
SERVIÇO PÚBLICO

Servidores da PM, Corpo de Bombeiros, UEA e Seduc prometem dia de paralisação

Governo do Estado mantém negociações com as categorias. Já os Trabalhadores dos Correios podem cruzar os braços a qualquer momento 14/03/2018 às 10:10 - Atualizado em 14/03/2018 às 10:34
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Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Amazonas sustenta que promoções concedidas até agora são insuficientes (Foto: Winnetou Almeida)
Rebeca Mota Manaus (AM)

Trabalhadores das diversas categorias prometem paralisações nesta quarta-feira (14) em Manaus, como professores da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), professores, pedagogos e técnicos administrativos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e servidores da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Trabalhadores dos Correios podem cruzar os braços a qualquer momento.

Professores da UEA

A presidente do Sindicato dos Docentes da UEA (Sind-UEA), Gimima Silva, conta que hoje será um “dia de luta” sobre uma série de reivindicações dos docentes como o cumprimento do Plano de Cargos, Carreira e Remunerações (PCCR) e a abertura de negociação com o Sindicato para tratar de perdas salariais acumuladas.

“Eu acho isso um desrespeito com o colegiado. Essa negociação é feita pelo sindicato, mas não está acontecendo. O diálogo que houve com o governo foi com um secretário que depois pediu para sair. Isso é uma herança do governo  anterior. É um desgaste que o Governo está gerando que podia ser feito apenas pelo diálogo”, destaca Silva.

Os professores da UEA reclamam perdas salariais estimadas por eles em 30% de defasagem. Eles também reivindicam o pagamento do escalonamento que deveria ter ocorrido em janeiro; o pagamento dos dissídios de 2015, 2016, 2017 e de 2018; o pagamento retroativo do escalonamento e de promoções horizontais e verticais; o pagamento da gratificação pela  produtividade acadêmica; além do pagamento pelas disciplinas ministradas nos cursos de oferta especial (cerca de 80 professores).

Servidores da Seduc

Já os professores, pedagogos e servidores administrativos da rede estadual de Educação da capital e de 13 municípios do interior já promoveram uma greve de advertência ontem (13) e planejam uma manifestação para hoje (14). A reivindicação é pelo reajuste salarial de 35%, as progressões de tempo de serviço e de titularidade, reajuste de 100% do ticket médio de alimentação e pelo fim do desconto de 6% referente ao vale transporte. 

“Nós nos sentimos humilhados, desamparados e insatisfeitos com tudo isso. Já chegou ao nosso limite. Nós só esperamos que o governo se sensibilizasse em pelo menos negociar conosco, esperamos um diálogo da parte dele”, exclama o coordenador financeiro da Asprom, Lambert Melo.

Promoção para 2,9 mil PMs

O governador Amazonino Mendes assinou ontem (13) a promoção de 2,9 mil policiais militares no Estado. Com o ato, que deve ser publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), o quadro de promoções dos anos de 2014, 2015 e 2016 dos PMs é atualizado, totalizando 3.287 promoções, que estavam pendentes há quatro anos. 

“Meu governo faz questão de respeitar as categorias, associações, a  sociedade organizada. É por aí o nosso caminho. Eu quero agradecer o enorme empenho que estão fazendo. O meu governo está fazendo. Deu a você policial o auxílio fardamento após sete anos. Te deu aumento de 100% de auxílio-moradia, 100% no auxílio alimentação. Hoje, mais de três mil e duzentos policiais vão receber a sua promoção”, frisou o governador.

Para o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Amazonas (ACS), Igo Silva, as promoções são insuficientes. “Esta promoção é insuficiente. É referente apenas ao ano de 2016. Falta dos outros anos. Nós temos nossas responsabilidades. E no período do massacre na cidade nós abraçamos a sociedade e não paralisamos. Mas de lá para cá o governo só nos enrolou e exigimos nosso direitos”, diz.

Trabalhadores dos Correios

Mesmo sem ter aderido à paralisação nacional da categoria, os trabalhadores dos Correios que atuam no Amazonas destacam que estão em “estado de greve” em que a qualquer momento podem cruzar os braços. A informação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Amazonas (Sintect-AM), Luiz Ribeiro de Almeida.

De acordo com Almeida, os trabalhadores do Amazonas vão continuar realizando assembleias para discutir a retirada de pais, filhos e cônjuges do plano de saúde dos Correios. “Estamos enfrentando com uma política desorganizada. E vamos aguardar as decisões. Decidimos ficar em “estado de greve”, onde não paralisamos, mas que podemos até, mais para frente, fazer a decretação (da greve) a nível nacional”, afirmou o presidente.

 Os Correios apresentaram uma proposta para que a empresa arque com 75% do plano, os trabalhadores com 25%, e que os pais e mães sejam retirados. Na última segunda-feira (12), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu  alterar as regras do plano de saúde dos Correios e autorizar a cobrança de mensalidade dos funcionários e de seus dependentes.

Negociações na Saúde

Representantes do órgão e dos sindicatos dos trabalhadores da saúde aprovaram, por decisão unânime, que inicia amanhã (15) os trabalhos da Mesa Estadual de Negociação Permanente do SUS sobre a composição da data-base da categoria. 

Nesta data, ocorre a primeira reunião já com a apresentação formal das pessoas que irão compor a Mesa. Na Mesa, serão discutidas as bases do reajuste que será concedido em maio, quando ocorre a data-base da categoria. Também será colocada em discussão a retomada do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), que está parado desde 2010.

O calendário aprovado nas reuniões passadas vem sendo seguido pela Susam, sendo março o prazo para a instalação oficial da Mesa e abril para a conclusão do processo de negociação. Também foi definido que todos os sindicatos oficializem os nomes dos seus representantes na Mesa. E também a reunião extraordinária do Conselho Estadual de Saúde, no próximo dia 20 de março, para oficializar e legitimar a retomada da Mesa de Negociação e o início dos trabalhos.

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