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Servidores públicos se mobilizam contra prefeito de Rio Preto da Eva (AM) por falta de pagamento

Os manifestantes fecharam, por volta das 15h, uma parte da AM 010 (Manaus – Itacoatiara) e depois se deslocaram para um posto de gasolina e, em seguida, a uma academia, que, de acordo com os servidores, são de propriedade do prefeito Fullvio Pinto 28/12/2012 às 22:39
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Professores e moradores do município de Rio Preto da Eva protestam contra a falta de pagamento de salários, fechando a estrada que corta o município
acritica.com Manaus (AM)

Cerca de 800 servidores da prefeitura do município de Rio Preto da Eva (distante a 57 km de Manaus) realizaram uma manifestação nesta sexta-feira (28) contra o prefeito Fullvio Pinto (PPS). Os servidores alegam que os salários estão atrasados há dois meses, além do 13º.

Os manifestantes fecharam, por volta das 15h, uma parte da AM 010 (Manaus – Itacoatiara) e depois se deslocaram para um posto de gasolina e, em seguida, a uma academia. Os comissionados alegam que os dois estabelecimentos são de propriedade do prefeito Fullvio Pinto (PPS). Lá, eles apedrejaram os estabelecimentos, de acordo com o seminarista, Dasselo Brelaz, que testemunhou o ocorrido.

Ainda de acordo com ele, a população acredita que a academia, que foi inaugurada este mês, foi construída com recursos da prefeitura. “Como hoje foi o último dia bancário, os funcionários foram pra estrada e resolveram se manifestar. O prefeito trancou-se na sede do comando da polícia militar”, contou o advogado Erik Franco.

Polícia


Para conter os manifestantes, a polícia local interveio com balas convencionais e de borracha, spray de pimenta. De acordo com o advogado, um merendeiro foi atingido com uma bala de borracha no olho. Ele passava pela frente do local saindo do trabalho e acabou sendo atingido.

Uma professora foi presa, que estava na manifestação, mas foi liberada ainda durante a tarde.

Brelaz contou que a polícia arrombou a igreja e saiu atirando em todos que estavam dentro do salão paroquial. Havia crianças e mulheres que foram atingidas. O Pároco vai pedir a polícia que haja uma investigação sobre o caso.

Ainda não há informações sobre o número total de pessoas feridas. Pelo menos três feridos foram transferidos em ambulâncias para Manaus e foram encaminhados ao Hospital 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul e Hospital João Lúcio, na Zona Leste. A manifestação terminou por volta das 20h.

Manifestação

No mês de novembro, os servidores, que atuam no setor de educação, reivindicam o pagamento de salários em atraso. Na ocasião, a categoria reivindicava o pagamento de salários referente a três meses de atividades e o recebimento do 13º salário, além de férias.  

Prefeito explica

O prefeito Fulvio Pinto disse que pretende sanar as “dívidas” com o funcionalismo público até a próxima segunda-feira (31), caso haja crédito nos ajustes de depósito.

De acordo com Pinto, o atraso do pagamento dos servidores da educação, que são os temporários da folha dos 60% , dos concursados da folha dos 40%, assim como o 13º de todos eles, se deu em decorrência do não cumprimento do Ministério da Educação (MEC) com o repasse previsto anualmente. “Inicialmente eram R$ 11,5 milhoes e, posteriormente foi reduzido para R$ 10,5 milhoes, e até o momento só tivemos R$ 9,2 milhões repassado, faltando R$ 1,3 milhão, portanto havendo esse repasse vamos regularizar o pagamento de todos os funcionários da educação”, explicou.

Em relação aos profissionais de outras áreas, segundo prefeito, o atraso se deve na queda de recursos por conta do Imposto sobre Produtos Industrializado (IPI), que o Governo Federal concedeu o incentivo, porém desde de julho, o município tem perdido bastante a arrecadação do Fundo de Participação dos Município (FPM) do por conta do IPI, chegando ao montante de R$ 800 mil.