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Setor da Construção Civil faz críticas ao Plano Diretor de Manaus

Sinduscon considera anteprojeto do plano diretor de Manaus, discutido por entidades de classe, confuso e equivocado 14/07/2012 às 10:00
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Projeto sugere que população tenha acesso livre ao rio Amazonas mesmo com obras imobiliárias instaladas na orla
RENATA MAGNENTI Manaus

As classes produtoras de Manaus estão concluindo as propostas para o anteprojeto do Plano Diretor de Manaus que devem ser apresentadas ainda este mês na Câmara dos Vereadores. Para especialistas, o atual texto do projeto de leis e diretrizes é complicado, tem itens desnecessários e não detalha temas importantes como, por exemplo, a execução de obras na orla de Manaus.

De acordo com o superintendente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Amazonas (Sinduscon), Cláudio Guenka, em certo trecho do anteprojeto há, por exemplo, uma sugestão que se “desenvolva a cultura regional apoiando os cantores locais”. “Acredito que tenha sido um equívoco a inclusão desta informação, não faz o menor sentido que isso conste no Plano Diretor”, disse.

Entre diversas abordagens, Guenka, informou que o anteprojeto sugere que obras imobiliárias instaladas na orla de Manaus permitam que a população tenha acesso livre e gratuito ao rio Amazonas. “Sinceramente, isso é confuso. Como se faz um condomínio fechado na orla de Manaus com acesso livre? Isso precisa ficar claro”, afirmou.

Pontuou também que consta no anteprojeto que o desmatamento na área do Tarumã, Zona Oeste, deve ser zero. “Devemos lembrar que há empreendimentos em andamento naquela área da cidade e outros virão, precisamos definir direito as diretrizes nesta área”.

Na avaliação do presidente regional da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura no Amazonas (ASBEA), Werner Albuquerque, falta clareza no anteprojeto e isso causa uma insegurança nos profissionais que atuam na área de construção civil. “Acho que o texto pode ser mais didático. No Plano Diretor de 1975, por exemplo, havia uma série de imagens que facilitava a compreensão do texto. O anteprojeto é mais extenso que o Plano Diretor em vigência”.

Werner disse ainda que consta no anteprojeto a proposta de diminuição da área de impermeabilidade de uma obra. “É necessário pensarmos no futuro da cidade e quanto menor a área de impermeabilidade, maior a chance de problemas no futuro quanto a enchentes e alagações”. Hoje, grandes empreendimentos devem ter 20% de área impermeável, enquanto, pequenas obras 15%.

O presidente do Sinduscon, Eduardo Lopes, disse que na próxima semana todas as propostas deverão estar ordenadas para ser encaminhada a Câmara dos Vereadores. Segundo ele, o documento é fruto de reuniões e discussões de representantes da indústria, comércio e serviço. Para tal contrataram especialistas que entendem e lidam com a arquitetura e urbanismo de Manaus.