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Sinduscon avalia que paralisação nos canteiros de obra pode ser considerada ilegal

Sindicato da Construção Civil apura os prejuízos  com a parada temporária dos trabalhadores e pede posição da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) sobre ilegalidade da greve.    25/06/2012 às 13:45
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Operários da construção civil que atuam em uma das várias obras do conjunto Morada do Sol
acritica.com Manaus

Como ainda estavam em negociação trabalhista, mediante a data-base da categoria que vence no dia 1º de julho, o sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), avalia que a paralisação temporária dos trabalhadores  nos canteiro de obras, na manhã desta segunda-feira,25, pode ser considerada e ilegal pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT).

Caso a DRT considere o movimento  irregular, a assessoria do Sindsucon informa que, além da perda do dia de trabalho, os empregados não receberão a cesta básica e terão complicações com as férias.  

De acordo com a assessoria,  o Sinduscon não vinha se recusando a sentar-se à mesa de negociações. “Isso vinha acontecendo normalmente,  não tinham como fazer pressão”, disse a assessora Shriley  Assis, ao acrescentar  que os trabalhadores não informaram ao Sinduscon sobre essa decisão.

O Superintendente do Sinduscon, Cláudio Guenka, percorre  todos os canteiros  que tiveram os serviços suspensos das 5h às 9h, para fazer um balanço dos prejuízos com as obras. Com o sol muito forte, diretores do Sintracomec ( sindicato dos empregados)  começaram a liberar os colegas por volta das 9h. O diretor do Sintracomec, Francisco Sarmento da Silva disse que 41 canteiros foram paralisados, atingindo 20 mil trabalhadores.

Os empregados reivindicam aumento salarial  de 13%, já com o ganho real; aumento da cesta básica para R$ 100 (atualmente é de R$ 70,00); Participação  nos Lucros ( PL), que algumas empresas estão concedendo; plano de saúde e transporte.

De acordo com o sindicato patronal, com o movimento desta manhã, será reavaliada uma nova rodada de negociação prevista para acontecer  na tarde desta segunda-feira,25.

Dirigente rebate ilegalidade

O diretor administrativo,  Francisco Sarmento da Silva, acha que o movimento não pode ser considerado  ilegal  por  que o Sinduscon  já apontava para a falta de consenso nas negociações ao oferecer  um reajuste salarial de 4,9%, em lugar dos 13% que  a categoria vinha solicitando. Algo que teria causado insatisfação de todos. “ A gente teve quatro reuniões e eles não cederam em nada”, desabafou o dirigente.