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Manaus
PROFESSORES

Sinteam afirma que professores do AM ainda vão decidir sobre greve geral na quinta (22)

Anúncio contraria decisão já tomada em assembleia geral da Asprom, ocorrida sexta-feira (16), de que na quinta (22) já iniciaria a greve geral 20/03/2018 às 12:19 - Atualizado em 20/03/2018 às 12:27
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Foto: Antônio Lima
Alik Menezes Manaus (AM)

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores de Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) afirmaram hoje (20) que os professores da rede estadual de ensino ainda vão decidir na próxima quinta-feira (22), em assembleia, se iniciam ou não uma greve geral da categoria. O anúncio do Sinteam contraria decisão já tomada em assembleia promovida por outra entidade, o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), de que na quinta (22) já iniciaria a greve geral.

A prerrogativa de definir sobre uma greve da categoria é do Sinteam, que é o sindicato que representa a categoria em âmbito legal. No entanto, insatisfeita com os rumos da negociação que vinha sendo feita pelo Sinteam, a Asprom conseguiu mobilizar a classe dos professores e pedagogos e iniciar uma paralisação desde esta segunda-feira. Os reflexos estão sendo sentidos em escolas de todas as zonas de Manaus e também no interior. Na estimativa da Asprom, já são mais de 140 paralisadas. 

De acordo com o presidente do Sinteam, Marcus Libório, na assembleia de quinta (22), com local ainda a ser definido, serão apresentados as propostas do Governo do Amazonas, como o pagamento da data base de 2017 no percentual de 4,57%; aumento em R$ 200 do vale-alimentação dos docentes em sala de aula, totalizando R$ 420; promoções verticais de 3.516 professores que concluíram títulos de graduação; extinção da taxa de 6% do vale-transporte; e auxílio localidade de R$ 30 para R$ 200, e até R$ 1 mil dependendo da distância em casos de professores que trabalham em interiores.

Conforme Libório, os novos valores apresentados deverão ser incorporados aos salários. “Será depositado diretamente na conta do servidor, não haverá desconto”, disse o presidente do Sinteam.

Entretanto, na assembleia geral da Asprom-Sindical de sexta-feira (16), com a presença de 6 mil de professores, a proposta de reajuste de 4,57% foi rejeitada, o que segundo eles contempla apenas 2017. A categoria afirmou que exige reajuste salarial de 30% e mais 5% real de salário, totalizando um índice de 35%.

Desde ontem (19), professores iniciaram diversas paralisações de advertência em escolas da capital e do interior do Estado que, segundo eles, antecedem a greve geral. Conforme a Asprom-Sindical, 147 instituições de ensino ficaram com aulas suspensas até hoje (20).

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