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Sistema Binário é descartado e estudos definirão se haverá reajuste na tarifa do transporte, diz novo gestor

As informações são do chefe da Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes (SMTU) e do Instituto Municipal de Trânsito (Manaustrans), engenheiro Pedro Carvalho. Para ele, todos os problemas relacionados às áreas são fruto da falta de planejamento 02/01/2013 às 16:02
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O engenheiro Pedro Carvalho foi escolhido pelo prefeito Artur Neto para gerenciar o trânsito e o transporte de Manaus
Ana Carolina Barbosa Manaus

O sistema binário, que transformaria as duas principais avenidas de acesso ao Centro de Manaus - Djalma Batista e Constantino Nery -, em mão única, está descartado pela nova administração dos órgãos municipais de trânsito e transportes da capital. A prioridade, agora, é a nomeação de funcionários comissionados, respeitando a determinação do prefeito Artur Virgílio de enxugar a máquina; a realização de estudos que definirão se haverá ou não reajuste na tarifa do transporte público e o planejamento viário.

As informações são do chefe da Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes (SMTU) e do Instituto Municipal de Trânsito (Manaustrans), engenheiro Pedro Carvalho. Para ele, todos os problemas relacionados às áreas são fruto da falta de planejamento.

Durante sua primeira coletiva de imprensa após a posse, ele informou que o prazo para a entrega do organograma e novas propostas dos órgãos municipais é final de janeiro, pouco antes do início dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Manaus (CMM), local ao qual elas serão submetidas para aprovação.

Em seu segundo dia como responsável pelo trânsito e transporte em Manaus, o engenheiro teve que lidar com uma pequena paralisação dos funcionários da empresa de ônibus Vegas, a qual, segundo ele, não teve impacto, já que a área de abrangência da concessionária é restrita. O movimento foi motivado pela demissão de 12 funcionários nas últimas semanas – dois deles hoje.

Pedro Carvalho disse que se reuniu com membros do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Manaus para conversar e, ao final da tarde, terá uma reunião com membros da empresa em questão para informar-se do motivo das demissões. “Eu parto do princípio da legalidade para demitir alguém. Primeiro, tem que haver advertência, suspensão e, na terceira tentativa, é que se pode demitir alguém”, alegou.

 BRT e metas

A exemplo do que já havia sido anunciado pela administração anterior, Pedro Carvalho assegurou que a conclusão do BRT (Bus Rapid Transit) não será possível até a Copa do Mundo de Futebol de 2014, mas manteve a mesma posição da antiga gestão: o projeto não está descartado e serão pleiteados recursos junto ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para executar a obra.

Sobre o reajuste da tarifa do transporte público, ele também ficou no convencional, alegando que serão necessários novos estudos para se chegara uma definição. O aumento no valor é previsto em contrato, o qual determina que ele ocorra anualmente.

“Apesar de ter uma planilha, tem muita coisa agora que temos que rever de urgência, e uma delas, depois de resolver as nomeações, é estudar alternativas. Vamos estudar primeiro tudo que está aí, tornar as informações publicar, mostrar tudo que vamos fazer e depois é que vamos submeter ao prefeito”, assegurou.

O engenheiro não soube informar quantos funcionários comissionados os dois órgãos por ele gerenciados terão, mas ressaltou que a previsão é de redução de 30%, pelo menos, em toda a estrutura da máquina administrativa. Até dezembro, a Prefeitura de Manaus contava com aproximadamente 2,2 mil comissionados.