Publicidade
Manaus
Manaus

SMTU rejeita propostas apresentadas para novas rotas dos executivos no Centro de Manaus

Cooperados apresentaram duas propostas para aproximar trajeto dos micro-ônibus do terminal da Matriz, mas ambas foram recusadas 05/09/2012 às 09:01
Show 1
Os micro-ônibus do sistema executivo querem voltar a circular pelo terminal da Matriz, onde o acesso deles é proibido
Milton de Oliveira Manaus

A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) recusou, na segunda (3), as duas opções de rotas de ônibus executivos apresentadas pelos cooperados da Federação das Cooperativas de Transporte do Estado do Amazonas (Fecootram). Os trajetos propostos previam a volta da circulação dos micro-ônibus pelo terminal da Matriz, no Centro, proibida desde junho.

De acordo com o superintendente da SMTU Wesley Aguiar, as propostas são “tecnicamente inviáveis”. “Estamos organizando a mobilidade urbana no Centro. Então, o retorno da circulação dos transportes executivos naquela área iria gerar transtornos ao trânsito, e não queremos contribuir para isso”, disse ele.

Diante da recusa da prefeitura, a solução do impasse sobre a atuação dos microônibus executivos em Manaus deve ser mais um dos problemas que o próximo prefeito, eleito em outubro, deve herdar. É que, conforme o superintendente da SMTU, não há mais tempo para licitações, este ano.

“Nesse momento, não haverá mudanças por parte da SMTU, no que se refere a transportes executivos. As discussões serão retomadas na próxima gestão”, ressaltou.

Ameaça
De acordo com a Fecootram, caso não haja solução para o caso, a categoria promete realizar protestos na cidade. “Pretendemos seguir com o diálogo, mas caso não haja solução, vamos fazer uma carreata pacífica para expôr o problema à sociedade”, disse  o vice-presidente da federação, Jailson Estevão Leite.

A Fecootram sustenta o argumento de que as mudanças nos trajetos dos veículos vêm provocando prejuízo financeiro diariamente às cooperativas que atuam no setor e, consequentemente, aos cooperados, que tiveram a renda reduzida, diante da redução no número de passageiros que utilizam o sistema. “Da forma como está, os cooperados estão tendo prejuízo. E agora, somos obrigados a transportar gratuitamente os motoristas e cobradores, funcionários das empresas de transporte convencional”, contou Leite.

Percursos
A Fecootram apresentou à SMTU duas opções de rota passando pelo Centro, que foram elaboradas com base em um estudo das cooperativas. Nenhuma das duas foram aprovadas pela prefeitura.

Um dos trajetos passaria pela avenida 7 de Setembro, seguiria pela avenida Eduardo Ribeiro, passando próximo à praça onde está localizado o Relógio Municipal, e retornaria pela avenida Floriano Peixoto.

Já o segundo percurso previa a circulação dos micro-ônibus pela rua 15 de novembro, passando pelo terminal da praça da Matriz e também em frente ao Porto de Manaus.

Impasse muito longe de ser solucionado
No dia 8 de agosto, as cooperativas do transporte executivo conseguiram uma liminar judicial autorizando os micro-ônibus a circular pelo terminal da Matriz, no Centro.

Dois dias depois, a prefeitura conseguiu decisão judicial cassando a liminar que favorecia os executivos, que voltaram a ser proibidos de circular pelo terminal.

Após a derrota judicial, a Fecootram afirmou que a alternativa para ‘driblar’ o posicionamento da SMTU é ‘fechar alianças’ com os candidatos a prefeito.

A presidente da Fecootram, Walderizia Melo, afirmou, em agosto, que os candidatos a prefeito garantiram em reuniões, que vão regularizar o serviço, realizando a licitação para este modelo de transporte - prometida desde a gestão passada - e liberando o acesso ao terminal da Matriz.

Segundo a SMTU, além de estarem atuando em número muito acima do ideal para a cidade, os executivos concorrem com os ônibus convencionais.

O número de microônibus que atuam no sistema de transporte executivo de passageiros circulam em Manaus,  de acordo com levantamento da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) é de 248. O número de veículos em circulação atualmente é maior do que a cidade precisa, diz a SMTU.