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Solidariedade: ajuda para as vítimas da cheia no Amazonas

ONGs, amigos em rede sociais e esportivas vão recolher alimentos, agasalhos e material de higiene e limpeza 06/03/2012 às 08:34
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Familias sobem assoalho para tentar escapar da alagação
Milton Oliveira Manaus

Organizações Não-Governamentais (ONGs), redes sociais e esportistas se mobilizam esta semana para arrecadar alimentos não perecíveis, agasalhos e materiais de higiene e limpeza para as vítimas de enchentes em oito municípios do Oeste do Amazonas que estão em estado de emergência. Hoje, os alimentos podem ser entregues na Vila Olímpica, Zona Centro-Oeste, a partir das 18h, e no Parque dos Bilhares, Zona Centro-Sul, a partir das 19h.

Os alimentos serão destinados a Municípios da calha do Juruá e Boca do Acre (a 1.038 quilômetros de Manaus).

Participantes da ONG Pedala Manaus realizam uma ação pontual hoje à noite.

“Todos nós devemos ter consciência ambiental e social, e incentivamos a todos a participar, levando sua contribuição para as vítimas das enchentes”, disse o coordenador da organização Ricardo Braga Neto.

E, a partir desta quarta (7) até domingo, mais materiais de ajuda às vítimas serão recolhidos em um evento esportivo, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, Zona Sul.

De acordo com balanço do Subcomando de Ações de Defesa Civil do Amazonas (Subcomadec), mais de 8 mil cestas básicas foram distribuídas a famílias atingidas.

“A ajuda chega por meio de avião da Força Aérea e barco aos Municípios de  Envira, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Carauari, Itamarati, Juruá e Boca do Acre, que estão em situações de emergência”, disse a assessoria do Subcomadec.

A Defesa Civil informou também, que, desde o último dia 20, mais de duas toneladas de medicamentos e mais de 19 mil materiais de hiegiene e limpeza foram enviados a mais de 11 mil famílias.

A Subcomadec informou que há agentes cadastrando as famílias nas zonas afetadas pela enchente e que elas serão beneficiadas com o cartão “Amazonas Solidário”, que disponibiliza R$ 400 para cada família.

Quebra de safra
O presidente da Associação dos Municípios Amazonenses (AAM), Jair Souto, afirmou que, além da calha do Juruá e Boca do Acre, existem outros 35 municípios do Amazonas em estado de alerta.

“Grande parte da produção agrícola foi perdida e não há reservas para alimentação e para comercialização. A cheia foi rápida e trouxe perdas na produção de batata doce, malva, jerimum, entre outros produtos da região”, sublinhou.

Medição do rio
O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) informou ontem, que o nível do rio em Boca do Acre baixou.

“Mas isso não significa o fim da cheia, porque há a possibilidade uma subida no mês de abril, como aconteceu em outros anos”, destacou o gerente de hidrologia Daniel Oliveira.

Ainda conforme CPRM, o rio Purus, em Rio Branco, no Acre (a 1.445) já registra a segunda maior cheia histórica.

“No último dia 26 , o nível d'água atingiu 17,63 cm. A maior alcançou 17,66 em 1997”, finalizou Daniel. Ontem, o nível era de 13,06. Sobre o nível do rio na calha do Juruá, ele não soube informar.