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Superintendente da Zona Franca diz que prorrogação da ZFM segue rito legislativo

O superintendente Thomaz Nogueira assinou um termo de compromisso para fomentar a pesquisa entre as duas instituições. Afirmou, também, que é possível investir R$ 100 milhões, por ano, em pesquisas na Amazônia 30/10/2012 às 09:49
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"O problema no setor de duas rodas é crédito. Não é um problema estrutural da Zona Franca", diz Nogueira
Renata Magnenti Manaus, AM

O superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira, esteve nesta segunda (29) na cerimônia dos 60 anos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Na ocasião, ele assinou um termo de compromisso para fomentar a pesquisa entre as duas instituições. Voltou a dizer que o processo de definição da personalidade jurídica do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) está na reta final e afirmou, também, que é possível se investir R$ 100 milhões, por ano, em pesquisa na Amazônia.

Superintendente de onde viria o recurso de R$ 100 milhões?

Minha expectativa é que o Atlético tire a diferença do fluminense (disse desconversando).

Como será a definição da personalidade jurídica do CBA?

Estamos no processo final que dará ao Centro autonomia jurídica. Isso será solucionado em curto prazo.

Outra situação ainda indefinida é quanto à prorrogação da Zona Franca, anunciada pela presidente Dilma Roussef há um ano. Qual é a sua avaliação?

Ao que sei, o projeto foi aprovado na comissão especial, tem que  ser votado na Câmara Federal e seguirá  para o Senado. Temos que ter um pouquinho de paciência, mas o fato é que o apoio do Governo Federal existe.  Estão seguindo o rito legislativo do País.

Como o setor de duas rodas tem respondido às medidas anunciadas pela Suframa, Governo do Estado e bancos públicos?

Temos que esperar mais um pouco para fazermos uma análise. Volto a dizer que o problema no setor de duas rodas é crédito. Não é um problema estrutural da Zona Franca de Manaus. É um problema de mercado. Se estas fábricas estivessem em qualquer outro ponto do território nacional estariam enfrentando o mesmo problema. Conversei hoje (ontem) com o representantes das montadoras e me informaram que o setor apresentou discreta melhora, ainda não como esperam.

É possível que se adotem novas medidas para fomentar o setor?

Estamos estudando duas soluções. Um modelo de fundo garantidor e a outra solução é a expansão do modelo de negociação via consórcio. Por essa segunda via se diminui o risco da inadimplência. Tenho conhecimento de que alguns consórcios têm o tamanho da produção anual de algumas empresas. As tratativas não vão parar em dezembro, por isso faremos uma avaliação.

E quanto ao faturamento do Polo Industrial deste ano frente ao crescimento do País. Qual é sua análise?

O saldo vai ser positivo em termos de moeda brasileira, mas não me parece que a gente conseguirá superar o crescimento em dólar. Por uma razão simples, a própria base do dólar correu muito forte, com crescimento de aproximado de 25%. Para se ter crescimento em dólar, a economia teria que ter crescido mais de 25% (o FMI estima crescimento de 1,5%). Devemos lembrar que o que produzimos fica no mercado nacional, onde a moeda internacional não teve impacto no custo, por isso não me preocupa o faturamento em dólar. Preocupa-me o crescimento da produção física, da ocupação e o crescimento em real.

Qual a projeção para os próximos meses?

Temos o polo farmacêutico que é promissor e trará outras fábricas para o PIM, o que fomentará empregos e atividade econômica paralela. Temos também fábricas de outros segmentos interessadas em se instalar no PIM, mas não podemos dizer quais são para não criarmos falsas expectativas.