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Suspeita de fraudar licitações, ex-secretária Waldívia Alencar deixa a cadeia

Presa na operação 'Concreto Armado', ela ficou presa por cinco dias e foi solta após juiz negar prorrogação da prisão provisória solicitada pelo MP 23/04/2018 às 10:59
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Waldívia foi presa na última quarta-feira (Foto: Jander Robson)
acritica.com Manaus

A ex-secretária de Infraestrutura do Estado, Waldívia Alencar, deixou a carceragem do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) por volta das 8h40 desta segunda-feira. Ela estava presa no local desde a última quarta-feira, quando foi alvo da operação 'Concreto Armado', do Ministério Público do Estado em parceria com a Polícia Civil.

As investigações do MP-AM apontam que Waldívia liderou um esquema de corrupção por meio de licitações fraudulentas e contratos superfaturados no período em que esteve à frente da Seinfra. O MP pediu o bloqueio de 22 imóveis da ex-secretária, no Amazonas e em Santa Catarina e também de seis veículos, sendo cinco deles de luxo.

Waldívia foi posta em liberdade porque o juiz Glen Hudson Paulain Machado, da 4a Vara Criminal, negou o pedido de prorrogação da prisão provisória feito pelo Ministério Público.  O MPE-AM justificou o pedido de prorrogação da prisão temporária com base em uma denúncia de intimidação de testemunhas e de participação em um esquema de leilões de imóveis em um condomínio.

No entanto, o magistrado entendeu que os motivos apresentados pelo MPE-AM não eram suficientes para uma prorrogação de prisão, tendo em vista que, segundo ele, todas as medidas referentes à investigação do processo autorizadas pelo juízo seguem em curso normal. “Apenas a gravidade dos fatos noticiados nos autos não pode servir como motivo para decretação de prisão provisória”, justifica o juiz.

Como a prisão provisória autorizada pela operação 'Concreto Armado' tinha duração de cinco dias, ela esgotou-se no domingo e a ex-secretária pôde ser colocada em liberdade.

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