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Suspeito de aplicar silicone industrial em pessoas é solto e responderá processo em liberdade

Rui Klinger foi preso na semana passada, acusado de manter uma clínica clandestina no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus 11/05/2014 às 16:54
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Suspeito responderá processo em liberdade
Lucas Jardim* Manaus (AM)

Rui Klinger Lima Sampaio, suspeito de manter uma clínica clandestina e aplicar desde anabolizantes a silicone industrial em pessoas, foi solto nesta manhã desta segunda-feira (12), depois de ter a liberdade provisória deferida pela juíza plantonista Anagali Marcon Bertazzo na última sexta-feira (9).

A decisão foi de acordo com o parecer da promotora de Justiça Marcelle Cristine de Figueiredo Arruda, que entendeu que, como Rui "é primário, de bons antecedentes e não integra quadrilha especializada na prática de crimes", não se configuraria os requisitos necessários à prisão preventiva, aquela realizada antes do julgamento.

Ainda em sua decisão, a juíza levou em conta que "o delito a ele imputado foi perpetrado sem violência contra pessoa e não existem nos autos elementos concretamente aptos a demonstrar sua periculosidade social". Ele determinou que Rui fosse solto ante o pagamento de fiança, no valor de R$ 36,2 mil, equivalente a 50 salários mínimos.

No entanto, a Desembargadora Encarnação Sampaio estipulou um novo valor, muito menor do que o previamente estabelecido: R$ 2,1 mil, equivalente a dois salários mínimos. Rui foi liberado pelo advogado de defesa e deve responder as acusações em liberdade. 

O caso

O suspeito, que teria a clínica há mais de dez anos, alegou ter vários clientes, como homens e mulheres, entre eles várias dançarinas de forró. Os produtos eram guardados dentro de uma gaveta e eram aplicados em um cômodo cheio de mofo.

Entre as substâncias comercializadas por Rui estavam medicamentos de uso veterinário e até o Cytotec, um medicamento para aborto. Ele também aplicava o decanato de landrolona, que ele chamava de “deca” e dizia que é um hormônio feminino, bem como um produto referido apenas como “protótipo”, que ele alegava ser um protótipo de vitamina, mas era, na verdade, silicone industrial.

A situação da clínica espantou os fiscais que foram ao local. “Você ter porte de substância anabolizante, hormônio ou medicamento sem registro em território nacional é crime previsto no Código Penal e as irregularidades [nesse caso] são bastante extensas porque trata-se de um crime à saúde pública”, disse Fábio Markendorf, farmacêutico e fiscal de saúde da Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (Dvisa/Semsa).

*com informações da TV A CRÍTICA