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Sylvia Earle abre debate sobre a influência humana nos oceanos, durante Fórum em Manaus

Em sua palestra, na manhã deste sábado (24), a oceanógrafa fala sobre a alteração na vida marinha causada por elementos como queima de combustíveis fósseis 24/03/2012 às 15:06
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"A economia do mundo precisa cuidar do meio ambiente. Estamos totalmente dependentes disso agora" diz Earle
Acritica.com Manaus

A oceanógrafa Sylvia Earle abriu neste sábado (24) os debates do 3º Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus. Exploradora em Residência da National Geographic Society, Sylvia abordou em sua palestra os principais impactos causados pela influência da atividade humana nos oceanos, como as alterações na vida marinha causadas pela queima de combustíveis fósseis. 

Segundo Sylvia, os próximos dez anos serão os mais importantes da historia humana. “Agora nós sabemos o que não sabíamos há 200 anos. Nós chegamos ao ponto limite: podemos ir para um lado ou para o outro. Qual lado vamos escolher?”, indagou à plateia do evento.

A pesquisadora criticou o uso de técnicas destrutivas de pesca, como redes, que destroem o ecossistema. “Nós tratamos os peixes e corais como commodities para servir à exploração econômica e não como criaturas”, disse.

Durante a coletiva de imprensa, na tarde deste sábado, Sylvia disse que a situação atual é complicada, mas que ainda não é irreversível. “A boa notícia é que nós sabemos o que está acontecendo e podemos fazer algo”.

Segundo a pesquisadora, o maior problema é que apesar das informações sobre as mudanças climáticas estarem disponíveis, as pessoas ainda não incorporaram as mesmas em seu cotidiano.

Sylvia alerta que as questões ambientais precisam ser tratadas com prioridade e para todas as idades: “Nas escolas as crianças aprendem as letras, os números, mas não aprendem a importância da natureza para a sobrevivência delas”, afirma.

Quanto questionada sobre a situação dos ecossistemas e a possibilidade de se reverter os danos causados nos últimos anos, Sylvia afirma: “Nada que possamos fazer agora traz de volta o ecossistema perdido com o passado. O melhor que podemos fazer é não poluirmos mais”, conclui.