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Taxistas ameaçam invadir hospital da Zona Centro-Sul de Manaus

A prisão do suspeito em matar o taxista Francisco Cezar Oliveira Pereira no último domingo (27) teria motivado a presença dos taxistas no local 25/07/2012 às 18:50
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Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto pode ser invadido a qualquer momento
Mariana Lima/ Juliana Sá Manaus

Dezenas de taxistas se concentraram em frente ao Hospital Pronto Socorro 28 de Agosto na noite desta terça-feira (29) na tentativa de invadir o hospital. Os taxistas acreditaram que no local estava um dos suspeitos em assaltar e matar o taxista Francisco Cezar Oliveira Pereira no último domingo (27), situação descartada minutos depois.

O comandante da Polícia Militar, Aroldo Ribeiro, disse que aproximadamente 50 taxistas fecharam parcialmente o tráfego na avenida Mário Ypiranga, em frente ao hospital, na tentativa de invadir e pegar o suspeito.

Durante a ação algumas pessoas da equipe médica do hospital e alguns pacientes se assustaram, mesmo não ocorrendo a invasão do hospital.

Segundo informações de um dos taxistas, cerca de 100 motoristas chegaram por volta das 20h em frente ao hospital. Eles receberam a informação de que teriam baleado Julison Correa de Carvalho durante um assalto a um posto de gasolina e que o mesmo teria sido encaminhado ao 28 de agosto para receber atendimento médico.

O taxista Emanuel Assis foi um dos motoristas que entrou no hospital para reconhecer o suspeito. Segundo ele, ao chegar ao leito do suspeito o mesmo não estava mais lá: “Chegamos lá e o leito em que ele deveria estar deitado tava todo bagunçado. Acreditamos que o esconderam dentro de uma ambulância ou no porão do hospital”, disse. “Temos certeza que é o cara que matou o Francisco, pois a esposa dele e alguns dos parceiros estavam aqui na recepção”, completou.

A polícia afirmou que o paciente foi confundido com o suspeito, mas que seriam pessoas totalmente diferentes. Os taxistas afirmavam que ficariam em frente ao 28 de agosto até o suspeito deixar o hospital.

Manifesto por segurança

Mesmo frustrada, a ação realizada pelo grupo de taxistas cumpriu seu objetivo: protestar contra a condição de insegurança vivida pelos trabalhadores da classe em Manaus. Assim acredita Francisco Almeida Guimarães da Silva, 44, participante da manifestação. Nas palavras do taxista, “o trabalho da categoria é colocado em risco diariamente pela falta de segurança e não há outra forma de chamar a atenção do poder público pro problema senão indo às ruas”.

A reivindicação, segundo ele, só será encerrada quando as agências de segurança do Estado e do Município garantirem a prisão do acusado e oferecerem à classe melhores condições de trabalho. “Esta é a oitava vez que ele (Julison Correa de Carvalho, conhecido como ‘Julinho do Areial’) mata e não é preso. Sabemos que o Francisco [Cezar] foi o segundo taxista a ser morto por ele. Fosse um pai de família correto e trabalhador, estaria preso de primeira. Não vamos deixar que ele seja solto de novo”, declarou o taxista.