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Taxistas apontam soluções para combater a violência contra a categoria em Manaus

Para o vereador e presidente da Associação dos coordenadores de permissionários em pontos de táxi de São Paulo, Salomão Pereira da Silva, uma maior interação entre a polícia, governo e taxistas foi fundamental para diminuir os casos na cidade e pode ser um exemplo a ser seguido em Manaus 17/07/2012 às 13:14
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Até julho deste ano já foram registrados seis assassinatos de taxistas, em Manaus
Evelyn Souza Manaus

A morte de mais um taxista nesta quinta-feira (12) engrossa os índices da criminalidade, em Manaus. A categoria se diz vulnerável a violência e cobra soluções. Mas, as alternativas para minimizar o número de assaltos e mortes de taxistas não depende apenas do poder público, ações da polícia ou dos próprios motoristas.  O Portal acritica.com ouviu alguns profissionais ligados ao tema e aponta algumas medidas para ajudar a minimizar o problema.

Em São Paulo, que é considerada a maior cidade do país e onde existe um grande índice de criminalidade, ainda não há registro de nenhum crime de latrocínio (roubo seguido de morte) contra motoristas de táxis neste ano. Realidade bem diferente da registrada em Manaus. Na capital do Amazonas seis pessoas já morreram em 2012 pelo mesmo crime.

Para o vereador de São Paulo e presidente da Associação dos coordenadores de permissionários em pontos de táxi de São Paulo (Coopetasp), Salomão Pereira da Silva, o canal direto entre as rádios-táxi e o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) tem ajudado a diminuir o índice de violência contra os taxistas.

“O índice aqui diminuiu bastante após essa linha direta com o Copom. Os acontecimentos da categoria são levados diretamente para o governador do Estado, Geraldo Alckmin. Ele abriu esse canal direto no último mês de abril e isso vem facilitado o contato entre os motoristas e a polícia de são Paulo”, ressaltou.

Fiscalização
De acordo com Salomão, o Copom tem feito blitze nas ruas para abordar os motoristas e verificar a situação que acontecem dentro dos veículos, para coibir a ação dos assaltantes.

“O último assassinato, o qual eu tenho conhecimento aconteceu no ano passado. Houve até um protesto no Pacaembu na ocasião”, pontuou.

GPS e câmeras
Salomão destaca que boa parte dos  4.500 veículos que circulam em São Paulo possuem o parelho GPS, o que facilita para que as cooperativas saibam onde estão os motoristas.

Para o vereador e presidente do Coopetasp, câmeras de segurança poderiam ser instaladas nos carros o que ajudaria a polícia a prender com mais rapidez, os infratores que entram nos veículos para fazer assalto.

“Eu particularmente não acho que a cabine resolva o problema 100%, mas ajuda. As câmeras ou microcâmeras dariam uma força a mais e em breve certamente devem ser colocadas em todos os carros”, finalizou.

Cabines blindadas
Em Manaus, o presidente do Sindicato dos Taxistas, Luis Augusto, diz que as cabines blindadas não impendem a ação dos assaltantes, mas inibe em grande escala que os motoristas sejam assaltados e até mesmo mortos.

Luis Augusto ressalta que os táxis de Manaus deveriam ter também a porta e o vidro do motorista blindados, o que não deixaria escolha para os assaltantes. “O governador liberou um financiamento através da Afeam para colocação das cabines. Foi garantido pra gente que a cabine é a prova de bolas, mas acho que podia ser feito um teste eficaz de balística”, ressaltou Luis.

O presidente do sindicato de Manaus informou que as peças necessárias para a fabricação das cabines ainda não chegaram à cidade.

“Prova Viva”
Anderson Souza é motorista de táxi há quatros anos e tem o primeiro táxi em Manaus a possuir cabine no veículo. O carro, um modelo pálio weekend da empresa Tucuxi Rádio Táxi, circula na cidade há três meses e o motorista diz que nesse tempo percebeu apenas duas tentativas de pessoas suspeitas. “Já aconteceram dois casos em que a pessoas entraram no carro, viram a cabine e eu percebi a reação delas. Achei que eram pessoas suspeitas, mas eles não fizeram nada”.


O motorista ressalta que a cabine inibe a ação dos bandidos e ajuda a combater e diminuir o índice de criminalidade contra taxistas.

O valor para implantação da cabine custou R$ 4.200 e Anderson disse que quem ‘arca’ com o pagamento é o dono do veículo.