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Tecnologia Assistiva para ajudar na qualidade de vida de deficientes no Amazonas

Edital visa estimular criadores de “invenções” que visem melhoria da qualidade de vida dos portadores de deficiência 18/04/2012 às 07:51
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Lançamento reuniu representantes da sociedade e pessoas com deficiência na Assembleia Legislativa na manhã dessa terça (17); programa faz parte do “Viver Melhor”
Milton de Oliveira Manaus

Aproximadamente 400 mil pessoas no Amazonas são portadoras de alguma forma de deficiência física e encontram obstáculos na sociedade, que não está preparada para conviver com essas diferenças. A informação foi divulgada nessa terça-feira (17), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE), durante o lançamento do edital do programa de Apoio à Pesquisa para o Desenvolvimento de Tecnologia Assistiva (Viver Melhor/Pró-Assistir), que estimula o surgimento de produtos, métodos e processos de ajuda à qualidade de vida dos deficientes.

De acordo com a coordenadora de trabalhos de estruturação do Centro Nacional de Referência de Tecnologia Assistiva (CNRTA), Fabiana Bonilha, a sociedade “não é sensível às diferenças”. “Conviver com as diferenças, com as adversidades é difícil. Então, a sociedade vai criando barreiras, como no mercado de trabalho, onde os deficientes são inseridos pela sua deficiência e não pela sua potencialidade”, destacou ela, que, também, é deficiente visual.

A coordenadora do CNRTA ressaltou também, que os deficientes visual, auditivo e físico, devem romper todos os obstáculos que possam surgir.

“O mais importante é que a gente não pode ficar nas barreiras e transformar os obstáculos em pontes, focalizando o potencial das pessoas deficientes”.

Educação
Outro ponto observado por Fabiana foi o fato de muitas escolas receberem deficientes “por força de lei”, mas não oferecem estrutura e metodologia de ensino compatíveis com as necessidades deles.

“Isso são barreiras de atitudes, quando você não prepara a escola ou qualquer outro local para o deficiente. Primeiro, você está preocupado com o cumprimento da lei e só muito tempo depois, você se preocupa com a acessibilidade das pessoas”, concluiu.

Segundo a pesquisadora e doutora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Marlene Araújo de Faria, a Tecnologia Assistiva desenvolve produtos e processos para as pessoas com deficiências, conseguindo inseri-los na sociedade e melhorando a qualidade de vida deles. “Assim os limites são minimizados”.

Segundo o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Odenildo Sena, o edital do programa vai “desentocar” muitos inventores anônimos que, com suas ideias, vão proporcionar qualidade de vida aos deficientes.