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Manaus
CILINDRO DE GÁS

Laudo sobre as causas da explosão em março deste ano ainda não ficou pronto

As famílias que moravam na residência destruída pelo incêndio continuam morando de aluguel em outro local. A maioria das vitimas reclama que não recebeu nenhum tipo de indenização 10/05/2016 às 04:40 - Atualizado em 10/05/2016 às 09:41
Silane Souza Manaus (AM)

Dois meses após a explosão ocasionada pela falha de um cilindro de gás na entrada da empresa Last Plast, comunidade Novo Reino, Zona Leste, as famílias que moravam na residência destruída pelo incêndio continuam morando de aluguel em outro local. A maioria das vitimas reclama que não recebeu nenhum tipo de indenização. O laudo sobre as causas do acidente não ficou pronto. No último sábado, Laís Mirella, 3, não resistiu e morreu. Ela foi a terceira vitima fatal da explosão.

O assessor jurídico da AmazonGás, Alcimar Video Paes, informou que o imóvel em questão foi reconstruído pela empresa e está pronto para morar. No entanto, não foi entregue porque a Eletrobras Distribuição Amazonas ainda não fez a instalação elétrica do local. Quanto às indenizações, ele disse que estão sendo feitas conforme os acordos e que continuam prestando todo tipo de apoio às vítimas e seus familiares.

A Eletrobras Distribuição Amazonas não se manifestou até a publicação dessa matéria.

O delegado titular em exercício da Delegacia Especializada em Ordem Política e Social (Deops), Henrique Brasil, informou que as investigações estão em curso normal. As vítimas estão sendo ouvidas à medida em que foram identificadas e expedidas as devidas requisições de perícia e por se tratar de um caso complexo, o laudo ainda não está pronto, estando aos cuidados do Instituto de Criminalística. “A Polícia Civil aguarda a confecção do laudo pericial, para então, realizar diligências complementares”, declarou.

A Last Plast está interditada e lacrada desde o dia 17 de março, quando fiscais da Secretaria Municipal de Finanças, Tecnologia da Informação e Controle Interno (Semef) e do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) constataram durante fiscalização que a empresa não possuía o Alvará de Funcionamento. Conforme a Semef, a Lest Plast deu entrada em uma nova viabilidade técnica, o qual foi negada pelo Implurb.

Números

14 pessoas ficaram feridas na explosão. Do total, três vieram a óbito e uma continua internada. Lorelany Auziel Pereira, 3, segue internada, na enfermaria, estável, conforme a Secretaria de Estado de Saúde (Susam).