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Terminal Rodoviário de Manaus continua em estado precário e sem previsão de melhorias

Sem prazo para a Prefeitura entregar a rodoviária para o Governo do Estado, usuários precisam conviver com os problemas, que só se agravam 21/03/2013 às 10:46
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A falta de infraestrutura é um dos problemas mais visíveis do terminal, inclusive na área de embarque e desembarque
Florêncio Mesquita ---

A entrega do Terminal Rodoviário Huascar Angelim, no bairro de Flores, Zona Centro-Sul, para o Governo do Estado continua indeterminada e sem prazo para ser realizada. A devolução foi anunciada em outubro de 2012. Cinco meses depois, a indefinição resulta em uma rodoviária em condições cada vez mais precárias para a população.

O atual superintendente municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Pedro Carvalho, informou que o processo de entrega do prédio não foi finalizado porque o levantamento do patrimônio da prefeitura na rodoviária ainda está sendo feito. No entanto, a última gestão da SMTU, que administrava o prédio, saiu do terminal no ano passado e está em duas novas sedes. A rodoviária foi administrada pela prefeitura por 32 anos.

O decreto 2.050 de 18 de dezembro de 2012, publicado no Diário Oficial do Município (DOM) no dia 20 do mesmo mês, informa que as medidas para a transferência seriam tomadas a partir do dia 1º de março de 2013, ou seja, 20 dias atrás, mas nada foi feito. No documento, o ex-prefeito Amazonino Mendes autoriza a SMTU a adotar as providências necessárias para a transferência do terminal rodoviário para o Estado.

Com a rodoviária entregue à própria sorte e sem previsão de revitalização, os problemas de infraestrutura só se agravam. Falta manutenção, limpeza e segurança para evitar danos ao prédio, lixeiras estão quebradas, banheiros danificados e o lixo se acumula no entorno do lugar. O prédio também virou abrigo para pessoas sem teto que dormem no chão e fazem as próprias refeições em fogareiros improvisados próximo à travessa João Alfredo.

Basta sentar no saguão de espera da rodoviária por alguns minutos para ouvir reclamações diversas. As pessoas que aguardam para viajar criticam a falta de condições mínimas de conforto no local e inoperância do poder público. Para a maioria, o prédio não comporta mais receber o fluxo de passageiros e deveria ser transferido de local.

A rodoviária de Manaus, como é mais conhecida, é a única que opera na ligação intermunicipal, interestadual e internacional como, por exemplo, para Caracas, na Venezuela. Todos os meses passam 28 mil passageiros pela rodoviária, sem contar o número indeterminado de pessoas que vão buscar ou deixar outras no terminal. Todas se deparam com a precariedade e necessidade de reparos da rodoviária, inaugurada na década de 80 pelo então governador José Lindoso, e que, desde então, recebeu poucas intervenções. 

Em outubro do ano passado, um laudo realizado pela SMTU condenou o prédio apontando que a “estrutura é de fácil arrombamento, possui layout inadequado, além de ter infiltrações e casulo de pássaros (pombos) no telhado”. O documento também apontou que a rede elétrica do prédio era ultrapassada e, com sobrecarga poderia, resultar em curto e incêndio.