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Manaus
Irregular

Ocupação que começou com invasão de terreno há um ano se consolida, na ZN

Terreno localizado nas proximidades do residencial Viver Melhor foi invadido há aproximadamente um ano e, enquanto a Justiça decide sobre posse da área, ocupantes abrem ruas e começam implantação de luz e água 12/05/2016 às 09:17 - Atualizado em 12/05/2016 às 22:01
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De acordo com os próprios invasores, aproximadamente 900 famílias estão ocupando o terreno de forma irregular (Foto: Márcio Silva)
Marcela Moraes Manaus (AM)

Aproximadamente 900 famílias estão instaladas em uma área invadida nas proximidades da segunda etapa do Conjunto Residencial Viver Melhor, bairro Santa Etelvina, Zona Norte. A informação é de um dos líderes das comunidades que foram estabelecidas no local.

Segundo o comerciante Silvio Freitas, 50, que se identificou como líder da comunidade “Estrela de Davi”, como foi denominado parte do local, os ocupantes estão divididos em pelo menos quatro comunidades. “Na comunidade que eu faço parte foram cadastradas 250 famílias. Este cadastro permite que possamos nos unir para levantar recursos para trazer infraestrutura para a área”, contou.

O líder afirma que os populares se uniram e estão arrecadando dinheiro para a contratação de serviços para abrir ruas, bem como implementação de água e energia elétrica. “Nos unimos para conseguir o dinheiro para contratar o serviço, o trator já passou e abriu as ruas para que os lotes fiquem mais organizados. Além disso, nós também já providenciamos água para as casas e vamos também arrecadar dinheiro para fazer a instalação de energia elétrica. Faremos toda a instalação e depois a Eletrobras passa e só coloca os contadores de energia”, disse.

Consolidação

Conforme informações dos moradores, a invasão está prestes a completar um ano. No local é possível verificar que é bem extensa  a área invadida e que existem muitas casas de alvenaria. Até o momento o momento nada foi feito para a retirada dos barracos. 

Um dos fatores que preocupa os moradores, principalmente os do Residencial Viver Melhor, é o domínio do tráfico de drogas na invasão. Um morador disse que percebeu o aumento da criminalidade após a instalação das famílias na área invadida. “Se tem alguma relação ou não eu não posso afirmar, mas no último domingo eu fui assaltado, levaram inclusive minhas máquinas de trabalho. Infelizmente temos que conviver com o medo porque o policiamento não está presente”, declarou.

Prefeitura aguarda decisão judicial para definir a  retirada

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semmas) informou que os órgãos que integram o Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas no Estado do Amazonas (Gipiap) até o momento não receberam nenhuma novidade sobre o julgamento da ação de reintegração de posse, solicitada na justiça amazonense pelo proprietário da área ocupada, para posteriormente efetivar a retirada dos casebres.

A secretaria disse ainda que o total de área invadida soma 35 hectares, entre áreas públicas e particulares. Segundo a Semmas, uma equipe de fiscais tem realizado ações de monitoramento e de retiradas em determinados pontos, mas os invasores retornam.

Na semana passada a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), informou que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) tem a responsabilidade de fiscalizar e emitir multas aos responsáveis. O Ipaam informou que uma vistoria para averiguar os “possíveis danos ambientais” está programada.