Publicidade
Manaus
AVALIAÇÃO

Testamos: veja as primeiras impressões que tivemos do serviço do Uber em Manaus

O serviço teve preços baixos e foi rápido, mas faltou alerta do app no aeroporto. O preço por todas três corridas não chegou a R$ 50 12/04/2017 às 22:30 - Atualizado em 13/04/2017 às 14:11
Show uber 123
Luiz Felipe, de 32 anos, trabalha como professor de artes marciais, entre elas muay thai e jiu-jítsu, e para complementar a renda familiar decidiu utilizar os horários livres para atuar como motorista da plataforma. Foto: Rafael Seixas
Rafael Seixas e Oswaldo Neto Manaus (AM)

A empresa de transporte privado urbano, a Uber, passou a operar em Manaus na tarde desta quarta-feira (12). Após a ativação, a reportagem do Portal A Crítica fez o download do aplicativo da Uber em dois celulares que utilizam sistema Android – também pode ser iOS. No cadastro, informações como nome, sobrenome e dados do cartão de crédito são solicitados. O ponto de partida foi a própria sede da Rede Calderaro de Comunicação (RCC), na av. André Araújo, no bairro Aleixo, na Zona Centro-Sul, e o primeiro destino o Teatro Amazonas, no Centro. O app então informou que a corrida custaria R$ 13,42 e que o motorista de nome Luiz Felipe, em um carro modelo Fiat Uno (placas AVJ-5417), chegaria em 8 minutos. E não é que chegou mesmo?

O Luiz, de 32 anos, trabalha como professor de artes marciais, entre elas muay thai e jiu-jítsu, e para complementar a renda familiar decidiu utilizar os horários livres para atuar como motorista da plataforma. Fomos seus primeiros clientes.

“Se vou ter uma renda boa, ainda não sei. Sou de um ramo totalmente diferente, entrei aqui para fazer um teste, mas até agora estou gostando. Estou aqui no meu conforto, faço meu horário, posso fazer outras coisas e ainda ter uma renda extra. Não fico preso a uma empresa. Trabalho na hora que eu quero”, disse ele, que estima ganha de R$ 1 mil a R$ 1.800 por semana de renda bruta, trabalhando de 40 a 50 horas semanais. O valor é depositado pela Uber semanalmente na conta bancária cadastrada por cada motorista.

Durante a conversa, ele comentou sobre as brigas entre os colaboradores da Uber e taxistas em outras cidades brasileiras que oferecem o serviço. Para Luiz, a questão não deveria ser tratada como um percalço pelos taxistas. “Se fosse eles, eu iria fazer uma renda extra também com a Uber. Iria fazer as minhas viagens de táxi e também com a plataforma”, opinou. O motorista entrou com o veículo no Largo de São Sebastião e nos deixou em frente ao Teatro Amazonas. A avaliação na plataforma tanto do cliente quanto do motorista foi positiva, com direito a cinco estrelas. O preço custou realmente R$ 13,42 e foi descontado do cartão de crédito cadastrado no app.

Também saindo da RCC, outra equipe pediu um carro com destino ao Amazonas Shopping, no bairro Chapada, na Zona Centro-Sul. O app informou que o veículo chegaria em 3 minutos, mas o motorista, identificado como Rossy, demorou 4 minutos além do previsto. No entanto, ele pediu desculpas pelo ocorrido.

“Não consegui encontrar você. Estacionei o carro próximo e peço desculpas por não ter ligado”, disse ele, contanto que já trabalhou com transportes na capital e que essa seria a sua segunda corrida do dia.

Até o Amazonas Shopping passaram cerca de 20 minutos. A avaliação foi positiva e a reportagem foi deixada na portaria dentro do estabelecimento comercial. O custo foi R$ 13,36.

Voltando ao Teatro Amazonas, nós pedimos um novo Uber, mas dessa vez para ir ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, no bairro Tarumã, na Zona Oeste. Em menos de dois minutos, o motorista Simão Rosso, 46, chegou ao local. Ele encontrou na Uber uma oportunidade de se lançar novamente no mercado de trabalho.

“Em junho do ano passado fui demitido, estava sem trabalhar e procurando uma oportunidade”, disse ele, que chegou a testar outra plataforma que é semelhante a Uber, a Yet Go, mas relatou ter tido muitos problemas com o aplicativo. À nova “casa”, ele só fez elogios e disse que há sim mercado para todos. A concorrência para ele é saudável.

“Com certeza há para todos. O serviço de táxi deve melhorar. Não querem melhorar e a concorrência vem”, disse Simão, que durante a viagem ofereceu bombons, água mineral e carregadores de celulares para seus clientes usarem gratuitamente durante o percurso. O próximo investimento, segundo ele, será colocar Wi-Fi no carro. Chegamos ao aeroporto e a viagem custou R$ 21,91.

Do aeroporto decidimos retornar à RCC, mas na hora de pedir um novo carro apareceu a seguinte mensagem no app: “Infelizmente, a Uber não está disponível na sua área no momento”. Tentamos por mais algumas vezes até pedir resgate dos motoristas do Portal A Crítica.

Conforme o site da Uber, o aplicativo faz corridas de apenas três aeroportos brasileiros: Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Apesar do contratempo, a avaliação da plataforma foi positiva, sendo mais uma opção de serviço de mobilidade urbana para a população local.